Categoria: Presença Digital

Conteúdo sobre presença digital local: como construir uma imagem consistente e confiável da sua empresa na internet, unindo site, redes sociais e ferramentas de busca.

  • Como fazer SEO no Perfil da Empresa no Google?

    Como fazer SEO no Perfil da Empresa no Google?

    Criar um Perfil da Empresa no Google é relativamente simples. O problema é que muitas empresas fazem o cadastro, colocam algumas informações e depois abandonam o perfil.

    E é justamente aí que uma grande oportunidade de SEO local começa a ser desperdiçada.

    Tenho observado isso não apenas nos estudos sobre SEO, mas também em uma pesquisa de campo que comecei a realizar na minha própria região.

    Em uma amostra inicial de aproximadamente 120 empresas localizadas em uma área de apenas três a quatro quarteirões, observei que mais de 60% não davam continuidade adequada à presença no Google. Em aproximadamente 32% dos casos analisados, sequer encontrei uma presença identificável da empresa no Google.

    É importante deixar claro: esses números são da minha pesquisa local e não representam uma estatística sobre as empresas brasileiras.

    Mas o que encontrei me chamou bastante a atenção.

    As empresas estão fisicamente ali.

    As portas estão abertas.

    Existem produtos, serviços, clientes, promoções e uma rotina acontecendo todos os dias.

    Mas, quando olhamos para o Google, em muitos casos parece que nada está acontecendo.

    E foi daí que surgiu uma pergunta:

    Será que os pequenos empresários realmente entendem a importância de continuar trabalhando o Perfil da Empresa no Google depois de criá-lo?

    O que é SEO no Perfil da Empresa no Google?

    SEO no Perfil da Empresa no Google é o trabalho de otimizar e manter as informações de um negócio relevantes, completas e atualizadas para aumentar sua presença nas pesquisas locais e, ao mesmo tempo, oferecer informações úteis para quem procura aquele produto ou serviço.

    Não significa simplesmente colocar várias palavras-chave na descrição.

    Também não significa fazer uma postagem por dia e esperar chegar à primeira posição.

    SEO local envolve um conjunto de ações.

    O próprio Google explica que seus resultados locais são baseados principalmente em três fatores:

    relevância, distância e destaque.

    A relevância está relacionada ao quanto determinado perfil corresponde àquilo que a pessoa está procurando.

    A distância considera a proximidade entre o potencial cliente e os resultados disponíveis.

    Já o destaque está relacionado ao quanto uma empresa é conhecida, considerando diferentes sinais disponíveis para o Google.

    Portanto, não existe uma configuração mágica que coloque uma empresa automaticamente em primeiro lugar.

    O erro de criar o perfil e depois abandonar

    Essa é uma situação que tenho encontrado frequentemente.

    A empresa cria o Perfil da Empresa no Google.

    Adiciona endereço.

    Telefone.

    Horário.

    Algumas fotos.

    E pronto.

    Meses depois, praticamente nada mudou.

    Só que a própria empresa mudou.

    Entraram novos produtos.

    Surgiram novos serviços.

    A equipe mudou.

    A fachada mudou.

    Foram realizadas campanhas.

    Clientes deixaram avaliações.

    A empresa participou de eventos.

    Talvez até os horários tenham mudado.

    O negócio continua funcionando, mas sua presença no Google ficou parada no tempo.

    O Google recomenda justamente que as empresas mantenham suas informações completas e atualizadas, verifiquem seus dados, mantenham horários corretos, respondam avaliações e adicionem fotos e vídeos.

    Por isso, eu vejo o Perfil da Empresa como algo que precisa de continuidade.

    Gosto de pensar nele como um Instagram dentro do Google

    Essa é uma comparação que utilizo para tornar o assunto mais simples para quem não trabalha com Marketing Digital.

    Pense no Perfil da Empresa no Google quase como um Instagram da sua empresa dentro do Google.

    As duas plataformas não são iguais e possuem objetivos diferentes.

    Mas a comparação ajuda a entender uma coisa:

    o perfil não precisa ser estático.

    Podemos acrescentar fotos da rotina da empresa.

    Mostrar produtos.

    Apresentar serviços.

    Publicar novidades.

    Divulgar campanhas.

    Apresentar ofertas quando aplicável.

    Comunicar eventos e outras informações relevantes para os clientes.

    O próprio Perfil da Empresa oferece recursos para publicação de atualizações, ofertas e eventos diretamente no Google Search e no Maps.

    Imagine uma confeitaria.

    Ela pode mostrar um bolo que acabou de produzir.

    Uma loja pode apresentar produtos.

    Um restaurante pode mostrar pratos e ambiente.

    Um salão pode apresentar serviços.

    Uma empresa pode comunicar uma novidade.

    Isso ajuda a pessoa que encontrou aquele negócio a entender melhor o que encontrará ali.

    Antes de pensar no algoritmo, pense em quem está pesquisando

    Para mim, esse é um ponto fundamental.

    Às vezes falamos tanto sobre SEO que esquecemos quem está do outro lado.

    Uma pessoa pega o celular e pesquisa algo como:

    confeitaria perto de mim

    dentista em Aparecida de Goiânia

    empresa de Marketing Digital

    restaurante próximo

    salão de beleza no meu bairro

    Ela provavelmente está procurando uma solução.

    Quando encontra um Perfil da Empresa no Google, pode querer saber:

    Onde fica?

    Está aberto?

    Tem telefone?

    Tem WhatsApp?

    Quais serviços oferece?

    Como é o lugar?

    Existem fotos recentes?

    O que outros clientes estão dizendo?

    Como chegar?

    Essas informações ajudam na decisão.

    O objetivo do SEO local não deveria ser apenas aparecer. Deveria ser aparecer com informações suficientes para ajudar o cliente a decidir.

    Como fazer SEO no Perfil da Empresa no Google na prática?

    Eu começaria pela base.

    1. Preencha corretamente as informações da empresa

    Nome, categoria, endereço ou área de atendimento, horário, telefone, site quando houver e demais informações disponíveis precisam representar o negócio corretamente.

    Informações completas ajudam o Google a compreender melhor a empresa e também facilitam a vida de quem está pesquisando.

    O próprio Google afirma que empresas com informações completas e precisas têm maior probabilidade de aparecer em resultados de pesquisas locais relevantes.

    2. Escolha a categoria correta

    A categoria ajuda a explicar ao Google o que aquela empresa é.

    Isso parece um detalhe pequeno, mas não é.

    Uma empresa precisa selecionar uma categoria principal que represente seu negócio e utilizar categorias adicionais quando forem realmente aplicáveis.

    Não adianta escolher categorias apenas porque parecem ter muitas pesquisas.

    A informação precisa representar aquilo que a empresa realmente oferece.

    3. Descreva seus produtos e serviços

    Se uma pessoa está pesquisando por determinado serviço, o Google precisa conseguir compreender que sua empresa trabalha com aquilo.

    Por isso, produtos e serviços devem ser apresentados de maneira clara.

    Aqui entram também as palavras-chave.

    Mas não estou falando em repetir uma expressão vinte vezes.

    Estou falando em escrever naturalmente sobre aquilo que a empresa realmente faz.

    Uma empresa de Marketing Digital pode falar sobre SEO.

    Uma confeitaria pode apresentar bolos.

    Um salão pode apresentar seus serviços.

    Um profissional pode explicar sua especialidade.

    Palavra-chave precisa existir dentro de um contexto real.

    4. Mantenha fotos atuais

    Esse é um dos pontos que mais observo quando faço pesquisas locais.

    Existem empresas com pouquíssimas fotos.

    Outras possuem imagens antigas.

    E algumas deixam praticamente toda a apresentação visual nas mãos das fotos publicadas por clientes.

    A empresa pode assumir um papel ativo nessa apresentação.

    Mostre a fachada.

    O ambiente.

    Produtos.

    Serviços.

    Equipe, quando fizer sentido.

    Novidades.

    Rotina.

    O Google recomenda adicionar fotos e vídeos ao Perfil da Empresa justamente para mostrar produtos, serviços e contar a história do negócio.

    Eu gosto de pensar:

    se alguém nunca entrou na minha empresa, o que gostaria de ver antes de decidir ir até lá?

    Essa pergunta ajuda bastante na escolha das imagens.

    5. Utilize as postagens

    Esse recurso ainda é subutilizado por muitas empresas.

    O Perfil da Empresa permite criar publicações que podem apresentar atualizações, ofertas e eventos.

    Isso abre várias possibilidades.

    Uma empresa pode comunicar uma campanha.

    Apresentar uma novidade.

    Divulgar um evento.

    Mostrar um novo produto.

    Informar algo importante para os clientes.

    Mas existe um cuidado:

    não existe fundamento para prometer que publicar todos os dias fará uma empresa subir automaticamente no ranking.

    Eu prefiro trabalhar com a ideia de constância e utilidade.

    Publique porque existe algo relevante para mostrar ao cliente, não apenas porque alguém disse que o algoritmo exige determinada quantidade de posts.

    6. Trabalhe as avaliações

    As avaliações também fazem parte da presença local.

    O Google afirma que mais avaliações e classificações positivas podem ajudar no destaque local de uma empresa.

    Mas existe algo além do SEO.

    Eu, como cliente, também olho avaliações.

    Provavelmente você também.

    Queremos saber o que outras pessoas experimentaram antes de tomar uma decisão.

    Por isso, a empresa pode incentivar clientes reais a deixarem avaliações e, principalmente, responder aquilo que recebe.

    Avaliação não deveria ser vista apenas como uma estrelinha.

    Ela é parte da reputação digital do negócio.

    7. Responda às avaliações

    Responder demonstra que existe alguém acompanhando aquele espaço.

    Isso vale tanto para elogios quanto para críticas.

    O próprio Google recomenda responder às avaliações e afirma que isso demonstra que a empresa valoriza os clientes e o feedback recebido.

    Uma resposta educada também será lida por futuros clientes.

    Às vezes estamos respondendo a uma pessoa, mas outras cinquenta poderão ler aquela conversa depois.

    8. Não tente enganar o Google com palavras-chave

    SEO não significa repetir palavras.

    Também não recomendo alterar artificialmente o nome da empresa para acrescentar serviços, bairros e várias palavras-chave que não fazem parte do nome real do negócio.

    O objetivo é ajudar o Google a compreender:

    quem é a empresa;

    onde ela atende;

    o que oferece;

    e para quais pesquisas ela é relevante.

    Quanto mais coerentes forem as informações, melhor será a estrutura da presença digital.

    SEO local também acontece fora do Perfil da Empresa

    Aqui existe uma distinção importante.

    O Perfil da Empresa no Google é uma parte da estratégia de SEO local.

    Não é a estratégia inteira.

    A Ahrefs inclui dentro do SEO local elementos como pesquisa de palavras-chave locais, otimização do Perfil da Empresa, avaliações, citações locais, links e otimização do próprio site.

    Isso significa que podemos ter:

    Perfil da Empresa no Google.

    Site.

    Conteúdo.

    Menções em outros sites.

    Redes sociais.

    Avaliações.

    Informações consistentes sobre a empresa em diferentes lugares.

    Tudo isso começa a formar uma presença digital mais ampla.

    Mas site, domínio e hospedagem merecem uma conversa própria.

    Não vou aprofundar esses assuntos aqui porque quero manter este artigo focado em uma pergunta:

    como melhorar o SEO do Perfil da Empresa no Google?

    O que minha pesquisa de campo começou a mostrar

    Essa talvez seja a parte que mais tem chamado minha atenção.

    Comecei a realizar uma pesquisa local pensando em futuras visitas e prospecção.

    Não percorri uma cidade inteira.

    Nem sequer uma avenida inteira.

    Minha análise inicial abrangeu aproximadamente três a quatro quarteirões, com cerca de 120 empresas pesquisadas.

    Utilizei observação local, pesquisas no Google, análise de fotos e ferramentas digitais, incluindo Inteligência Artificial e Apify, como apoio ao levantamento.

    O que encontrei foi uma diferença grande entre a existência física das empresas e sua presença digital.

    Mais de 60% dos negócios observados não apresentavam continuidade adequada no Google segundo os critérios do meu levantamento.

    E aproximadamente 32% não possuíam presença identificável no Google durante a pesquisa.

    Novamente: esses percentuais representam essa amostra específica, não o mercado brasileiro.

    Mas eles levantam uma questão interessante.

    Quantas empresas possuem bons produtos e bons serviços, mas estão deixando de ser encontradas simplesmente porque sua presença digital não acompanha aquilo que acontece no mundo físico?

    É exatamente isso que quero continuar investigando.

    SEO local não é apenas para grandes empresas

    Talvez seja justamente o contrário.

    Uma pequena empresa depende muito da região onde atua.

    Uma padaria não precisa necessariamente aparecer para uma pessoa do outro lado do Brasil.

    Ela precisa ser encontrada por quem está próximo e procurando aquilo que oferece.

    O mesmo vale para restaurantes, lojas, profissionais liberais, clínicas, salões, oficinas e inúmeros negócios locais.

    É aí que o SEO local ganha força.

    A pergunta deixa de ser apenas “como aparecer no Google?” e passa a ser “como aparecer para a pessoa certa, na região certa, quando ela precisa do que eu ofereço?”.

    Perguntas frequentes

    Preciso pagar para fazer SEO no Perfil da Empresa no Google?

    Criar e manter um Perfil da Empresa no Google não exige pagamento ao Google. Entretanto, uma empresa pode fazer a gestão por conta própria ou contratar um profissional para desenvolver sua estratégia e otimização.

    Postar todos os dias melhora minha posição?

    O Google não estabelece uma regra dizendo que determinada frequência de postagem garante posições melhores. O mais importante é manter informações úteis, corretas e atualizadas.

    Colocar palavras-chave ajuda?

    Informações claras sobre produtos, serviços, categoria e atuação ajudam o Google a compreender a relevância do negócio. Isso é diferente de repetir palavras-chave artificialmente.

    Avaliações ajudam no SEO local?

    O Google informa que a quantidade de avaliações e as classificações positivas podem contribuir para o destaque local. Além disso, avaliações ajudam potenciais clientes a conhecer experiências anteriores.

    Preciso ter um site para ter Perfil da Empresa no Google?

    Não necessariamente. O Perfil da Empresa e o site são recursos diferentes. Entretanto, um site pode fazer parte de uma estratégia mais ampla de presença digital e SEO local.

    Posso pagar para ficar em primeiro no Google Maps?

    Não. O Google afirma que não existe uma forma de solicitar ou pagar por uma classificação local melhor.

    Conclusão

    SEO no Perfil da Empresa no Google não começa com um truque.

    Também não termina depois que o cadastro foi criado.

    É um trabalho de continuidade.

    Informações corretas.

    Fotos.

    Serviços.

    Produtos.

    Avaliações.

    Respostas.

    Publicações.

    Consistência.

    Relevância.

    E, principalmente, pensar na pessoa que está pesquisando.

    Minha pesquisa de campo ainda está em andamento, mas uma coisa já ficou muito clara para mim:

    existe uma diferença enorme entre uma empresa existir e uma empresa ser encontrada.

    O negócio pode estar funcionando todos os dias.

    Pode possuir ótimos produtos.

    Pode atender muito bem.

    Mas o cliente que ainda não conhece aquela empresa precisa primeiro encontrá-la.

    É justamente aí que o SEO local e o Perfil da Empresa no Google começam a fazer sentido.

    Não apenas para o Google.

    Para o cliente que está procurando exatamente aquilo que aquela empresa oferece.


    Referências e fontes consultadas

    Google Business Profile Help — documentação oficial sobre como melhorar a classificação local no Google, informações do perfil, avaliações, fotos e fatores de relevância, distância e destaque.

    Google Business Profile Help — documentação oficial sobre publicações, atualizações, ofertas e eventos no Perfil da Empresa.

    Ahrefs — guia de SEO local, incluindo otimização do Google Business Profile, palavras-chave locais, avaliações, citações, links e otimização do site.

    AlsoAsked — a pergunta “Como fazer SEO no Google Meu Negócio?” foi identificada no mapa de perguntas utilizado como base para esta pauta.


    Palavras – Chave: SEO LOCAL • PERFIL DA EMPRESA NO GOOGLE • GOOGLE MAPS • MARKETING DIGITAL • PEQUENAS EMPRESAS.

    Michelle Karen, 09 de Agosto de 2026.

  • Como medir o que está funcionando no SEO com IA?

    Como medir o que está funcionando no SEO com IA?

    Série: SEO com IA — o que significa essa fusão?
    Artigo 5

    Nos artigos anteriores desta série, passamos por quatro etapas importantes.

    Primeiro, entendemos como funciona a busca por Inteligência Artificial.

    Depois, analisamos as lacunas da marca e observamos onde os concorrentes aparecem enquanto nossa empresa ainda está ausente.

    No terceiro artigo, entramos na pesquisa de palavras-chave e prompts.

    No quarto, falamos sobre como aumentar as chances de uma marca ser mencionada ou citada pelas Inteligências Artificiais.

    Agora chegamos à última etapa:

    Como saber se tudo isso está realmente funcionando?

    Essa talvez seja uma das perguntas mais importantes de toda a série.

    Porque produzir conteúdo, fazer SEO, atualizar páginas, trabalhar menções externas e ampliar a presença digital é importante.

    Mas, se não medimos nada, acabamos trabalhando no escuro.

    A pergunta central que anotei para este artigo foi:

    O que está acontecendo com a minha marca em relação à Inteligência Artificial?

    É isso que precisamos descobrir.

    SEO com IA também precisa de métricas

    No SEO tradicional, já estamos acostumados a observar indicadores como:

    • impressões;
    • cliques;
    • posições;
    • palavras-chave;
    • tráfego orgânico;
    • conversões.

    Com o crescimento das buscas e respostas produzidas por Inteligência Artificial, novos sinais começam a entrar nessa análise.

    Agora também precisamos observar:

    As IAs estão enviando pessoas para o meu site?

    Minha marca está sendo mencionada?

    Meu site está sendo citado como fonte?

    Os rastreadores relacionados a ferramentas de IA estão acessando minhas páginas?

    Novos clientes estão dizendo que chegaram até mim pelo ChatGPT, Gemini, Perplexity ou outras ferramentas?

    É aqui que a medição de SEO com IA começa.

    1. Tráfego de referência vindo de Inteligência Artificial

    O primeiro indicador das minhas anotações é o tráfego de referência vindo de IA.

    Isso acontece quando alguém faz uma pesquisa em um assistente de Inteligência Artificial, encontra uma fonte ou link e acessa o site da empresa.

    Esse acesso pode aparecer nas ferramentas de análise como tráfego de referência.

    A própria OpenAI informa que publishers que permitem o acesso do OAI-SearchBot podem acompanhar tráfego proveniente do ChatGPT por ferramentas como o Google Analytics. A OpenAI também utiliza parâmetros de referência que ajudam a identificar esse tráfego. (OpenAI Help Center)

    Isso significa que uma empresa pode começar a responder perguntas como:

    Quantas pessoas chegaram ao meu site por meio do ChatGPT?

    Quais páginas elas acessaram?

    Essas pessoas permaneceram no site?

    Entraram em contato?

    Visitaram páginas de serviços?

    O número de visitas sozinho não conta toda a história.

    Precisamos entender também a qualidade desse tráfego.

    Tráfego de IA ainda é pequeno, mas está crescendo

    Aqui existe um cuidado importante.

    Não devemos imaginar que a Inteligência Artificial já substituiu o Google como principal fonte de tráfego.

    Não substituiu.

    Dados publicados pela Ahrefs em 2026 mostram que o tráfego de chatbots de IA ainda representa uma parcela pequena do tráfego total da web analisada, embora esteja crescendo rapidamente. Em uma análise com dezenas de milhares de sites, os chatbots de IA representavam cerca de 0,28% do tráfego em março de 2026, enquanto o Google mantinha uma participação muito maior. (Ahrefs)

    Isso é importante porque evita dois extremos.

    Não devemos ignorar a IA.

    Mas também não devemos agir como se o SEO tradicional tivesse deixado de existir.

    SEO continua sendo a base.

    2. Observe quais páginas recebem visitas vindas das IAs

    Não basta saber que houve dez, cinquenta ou cem visitas.

    Precisamos descobrir:

    Quais conteúdos estão atraindo essas visitas?

    Pode ser que determinado artigo tenha começado a receber acessos recorrentes vindos do ChatGPT.

    Talvez outro apareça em pesquisas relacionadas ao Gemini.

    Ou um guia específico esteja sendo usado como referência em algum tipo de consulta.

    Esse padrão ajuda a entender quais assuntos possuem maior potencial.

    A Ahrefs destaca justamente a possibilidade de acompanhar o tráfego proveniente do ChatGPT e analisar quais páginas recebem esses acessos. (Ahrefs)

    A partir daí, podemos tomar decisões melhores.

    Se determinada página está atraindo visitantes por meio de IA, talvez seja interessante:

    • atualizá-la;
    • aprofundar o tema;
    • criar conteúdos complementares;
    • melhorar seus links internos;
    • trabalhar perguntas relacionadas;
    • criar um vídeo sobre o mesmo assunto.

    A medição passa a orientar a produção.

    3. Atividade dos bots de IA no site

    O segundo indicador que deixei anotado para este artigo foi:

    atividade de bots de IA no site.

    Isso significa verificar se determinados rastreadores estão acessando o site e quais páginas visitam.

    No artigo anterior, falamos sobre bots e configurações de robots.txt.

    Agora o objetivo é outro.

    Queremos observar a atividade.

    Por exemplo:

    um rastreador está acessando o site?

    Quais páginas ele visita?

    Com qual frequência?

    Existem áreas importantes que nunca são acessadas?

    Essas informações podem aparecer em logs do servidor e em ferramentas técnicas especializadas.

    Mas existe um ponto importante:

    um bot visitar uma página não significa que essa página será citada.

    O rastreamento é apenas uma parte do processo.

    Não devemos confundir acesso técnico com resultado de visibilidade.

    4. Search Console também entra nessa medição

    O Google Search Console continua sendo uma ferramenta fundamental.

    Ele mostra como o Google rastreia, indexa e apresenta um site nos resultados de pesquisa. (Google for Developers)

    E em 2026 o Google passou a oferecer relatórios específicos para recursos generativos na Pesquisa, incluindo visibilidade em AI Overviews, AI Mode e recursos generativos do Discover. (Google for Developers)

    Isso é uma mudança importante.

    Agora o proprietário de um site pode observar com mais clareza como sua presença está acontecendo dentro dos recursos de IA do próprio Google.

    Portanto, eu incluiria o Search Console na rotina de medição de SEO com IA.

    Não apenas para analisar posições tradicionais.

    Mas também para acompanhar a evolução da visibilidade em recursos generativos.

    5. Menções da marca também são uma métrica

    Nem toda presença em IA resulta em clique.

    Esse é um ponto essencial.

    Uma pessoa pode perguntar:

    Qual empresa trabalha com determinado serviço?

    E a IA pode mencionar algumas marcas diretamente na resposta.

    Nesse caso, talvez o usuário nem clique em um site naquele momento.

    Mesmo assim, houve exposição da marca.

    Por isso, uma estratégia de SEO com IA também pode acompanhar:

    • quantas vezes a empresa é mencionada;
    • em quais temas aparece;
    • quais concorrentes aparecem junto;
    • em quais plataformas;
    • com qual contexto.

    Ferramentas como Ahrefs e Semrush já trabalham com análises de visibilidade em ambientes de IA.

    A Semrush, por exemplo, destaca que as métricas tradicionais de SEO precisam ser complementadas por indicadores de visibilidade nas respostas produzidas por sistemas de IA. (Semrush)

    6. Não olhe apenas para volume. Observe o contexto

    Uma empresa pode ser mencionada dez vezes e outra cinquenta.

    Isso não significa automaticamente que a segunda está melhor posicionada.

    Precisamos observar:

    Em quais perguntas a marca aparece?

    Ela aparece como recomendação?

    Como fonte?

    Em uma comparação?

    Relacionada ao serviço que realmente vende?

    Imagine que a Karen Mídia Digital seja mencionada em várias respostas relacionadas a Marketing Digital, mas nunca em consultas sobre SEO ou presença no Google.

    Existe visibilidade.

    Mas também existe uma lacuna.

    Por isso, a medição precisa acompanhar volume e contexto.

    7. Pergunte ao cliente como ele chegou até você

    Esse é um dos pontos mais simples das minhas anotações e, ao mesmo tempo, um dos mais importantes.

    A pergunta é:

    Como você ficou sabendo de nós?

    Ela pode aparecer:

    • em formulários;
    • no WhatsApp;
    • em uma conversa comercial;
    • no processo de orçamento;
    • em pesquisas com clientes.

    E eu acrescentaria algumas opções:

    Google
    Instagram
    LinkedIn
    Indicação
    ChatGPT
    Gemini
    Perplexity
    YouTube
    Outro

    Por quê?

    Porque nem toda descoberta deixa um caminho técnico perfeito nos sistemas de análise.

    Uma pessoa pode descobrir uma empresa no ChatGPT.

    Depois fechar a página.

    Dias mais tarde pesquisar diretamente o nome no Google.

    Por fim entrar em contato pelo WhatsApp.

    No Analytics, talvez o ChatGPT nem apareça como responsável pela conversão.

    Mas quando perguntamos:

    Como você conheceu a empresa?

    A resposta pode revelar todo o caminho.

    A origem declarada pelo cliente é uma métrica valiosa

    Esse tipo de dado é chamado de autodeclaração de origem.

    Ele não substitui Analytics, Search Console ou outras ferramentas.

    Ele complementa.

    Isso é especialmente importante em jornadas mais longas.

    Imagine:

    A pessoa vê sua empresa no ChatGPT.

    Depois encontra um artigo.

    Mais tarde vê um post no LinkedIn.

    Uma semana depois pesquisa sua marca no Google.

    Finalmente entra em contato pelo WhatsApp.

    Qual canal gerou o cliente?

    A resposta mais correta provavelmente é:

    a jornada inteira.

    É por isso que Marketing Digital não pode ser analisado olhando apenas para o último clique.

    8. Medir desde o primeiro dia

    Uma das orientações centrais que deixei anotada foi:

    configurar a medição desde o início da estratégia.

    Isso evita um problema bastante comum.

    A empresa trabalha durante seis meses e depois pergunta:

    Funcionou?

    Mas não possui dados anteriores para comparar.

    Por isso, antes de começar uma estratégia de SEO com IA, eu registraria:

    • tráfego atual;
    • principais páginas;
    • consultas atuais;
    • menções conhecidas;
    • presença em respostas de IA;
    • contatos recebidos;
    • origem declarada dos clientes.

    Esse é o ponto de partida.

    Depois podemos comparar evolução.

    9. Não abandone as métricas tradicionais

    Existe outro erro possível.

    Começar a acompanhar IA e abandonar todas as métricas antigas.

    Não faz sentido.

    O Google afirma oficialmente que as práticas fundamentais de SEO continuam relevantes para seus recursos generativos, porque AI Overviews e AI Mode continuam ligados aos sistemas centrais da Pesquisa. (Google for Developers)

    Portanto, eu continuaria acompanhando:

    SEO técnico.

    Indexação.

    Impressões.

    Cliques.

    Posições.

    Palavras-chave.

    Tráfego orgânico.

    Conversões.

    Perfil da Empresa no Google (Google Meu Negócio).

    E acrescentaria as novas métricas de IA.

    Não é substituição. É expansão.

    10. Atualizar conteúdos também faz parte da medição

    Outro passo das minhas anotações é:

    atualizar conteúdos antigos.

    Mas atualização também deve ser medida.

    Depois de revisar uma página, observe:

    Ela começou a receber mais impressões?

    Mais visitas?

    Passou a aparecer para outras consultas?

    Recebeu tráfego vindo de IA?

    Começou a ser citada?

    Gerou contatos?

    Assim começamos a entender quais mudanças realmente produzem resultados.

    Um painel simples para pequenas empresas

    Para uma pequena empresa, eu não começaria com dezenas de indicadores.

    Criaria um painel simples.

    Google

    Impressões
    Cliques
    Consultas
    Páginas mais acessadas

    Inteligência Artificial

    Tráfego vindo de ChatGPT e outras plataformas
    Menções conhecidas
    Citações conhecidas
    Principais temas nos quais a marca aparece

    Conversões

    Formulários
    WhatsApp
    Pedidos de orçamento
    Ligações

    Origem declarada

    Como você conheceu a empresa?

    Esse painel já responde muita coisa.

    E aquela estatística do ChatGPT crescendo 85%?

    Nas minhas anotações originais, deixei registrado que o vídeo da Ahrefs mencionava crescimento de 85% do ChatGPT desde janeiro e que ele estaria gerando mais tráfego do que Reddit ou LinkedIn.

    Também deixei uma observação clara:

    a data e a metodologia precisariam ser verificadas antes da publicação.

    Conferindo a Ahrefs, encontrei uma publicação posterior que sustenta parte dessa anotação: a empresa registrou crescimento de aproximadamente 85% no tráfego de IA atribuído ao ChatGPT desde janeiro e apontou o ChatGPT como principal fonte de tráfego entre os chatbots analisados. (Ahrefs)

    Mas prefiro usar esse número apenas como retrato daquele estudo e daquele período.

    Estatísticas de IA envelhecem muito rápido.

    O mais importante para uma empresa é medir os próprios dados.

    Cinco passos para começar

    Nas minhas anotações, a estratégia final ficou resumida em cinco ações:

    1. Fazer uma verificação técnica rápida.

    Confira indexação, robots.txt, rastreamento e possíveis problemas técnicos.

    2. Configurar as medições desde o primeiro dia.

    Analytics, Search Console e demais indicadores precisam existir antes da comparação.

    3. Perguntar aos novos contatos como conheceram a marca.

    Inclua ChatGPT, Gemini, Perplexity e outras IAs entre as possíveis respostas.

    4. Atualizar conteúdos antigos.

    Principalmente páginas importantes para os temas em que a empresa deseja construir autoridade.

    5. Construir uma estratégia personalizada de AEO ou SEO com IA.

    Porque copiar uma estratégia pronta dificilmente considera as particularidades de cada marca.

    Perguntas frequentes

    Como saber se o ChatGPT está enviando pessoas para meu site?

    É possível analisar tráfego de referência em plataformas como Google Analytics. A OpenAI também informa que links provenientes do ChatGPT podem ser identificados por parâmetros de referência. (OpenAI Help Center)

    Search Console mostra dados de IA?

    O Google lançou em 2026 relatórios dedicados à visibilidade em recursos generativos, incluindo AI Overviews e AI Mode. (Google for Developers)

    Uma menção sem clique possui valor?

    Pode possuir.

    Uma marca pode ser apresentada como recomendação ou referência dentro de uma resposta mesmo sem gerar um clique imediato.

    Por isso, tráfego e visibilidade precisam ser analisados separadamente.

    Como descobrir se clientes chegaram pela Inteligência Artificial?

    Pergunte.

    Adicionar “ChatGPT”, “Gemini” ou “outra IA” à pergunta “Como você ficou sabendo de nós?” pode revelar jornadas que não ficam claras apenas nos relatórios técnicos.

    Preciso usar ferramentas caras?

    Não para começar.

    Google Analytics, Search Console, testes manuais e uma planilha já permitem construir uma primeira visão.

    Ferramentas especializadas podem ampliar a análise posteriormente.

    SEO ainda precisa ser medido?

    Sim.

    A própria documentação atual do Google reforça que as boas práticas fundamentais de SEO continuam relevantes para seus recursos de busca generativa. (Google for Developers)

    Conclusão: SEO e IA não são concorrentes

    Chegamos ao final desta série.

    E talvez a conclusão mais importante seja justamente a que anotei desde o início:

    SEO e Inteligência Artificial não são estratégias concorrentes.

    O SEO continua construindo:

    autoridade;

    relevância;

    conteúdo;

    estrutura;

    visibilidade;

    presença nos mecanismos de busca.

    O AEO e o SEO com IA ampliam essa base para novos ambientes.

    Ambientes em que uma marca pode ser:

    encontrada;

    compreendida;

    mencionada;

    utilizada como fonte;

    citada.

    Mas existe algo que conecta tudo isso:

    medição.

    Porque não adianta perguntar apenas:

    Minha marca está aparecendo?

    Precisamos perguntar:

    Onde ela aparece?

    Para quais assuntos?

    Quem está chegando até mim?

    Quais conteúdos estão funcionando?

    Quais concorrentes continuam aparecendo onde minha empresa não aparece?

    E o que os dados estão me dizendo que devo fazer agora?

    Para pequenas empresas, profissionais autônomos, prestadores de serviços e negócios locais, esse é um ponto especialmente importante.

    Não precisamos seguir cada nova tendência do Marketing Digital sem direção.

    Precisamos construir uma estratégia.

    Medir.

    Aprender.

    Ajustar.

    E continuar.

    SEO cria a base. A Inteligência Artificial amplia as possibilidades. Os dados mostram se estamos realmente avançando.


    Referências e fontes consultadas

    Ahrefs — materiais e estudos sobre tráfego proveniente de ChatGPT e outros assistentes de IA, AI Search e medição de visibilidade. (Ahrefs)

    Google Search Central — documentação oficial sobre Search Console, SEO e otimização para recursos generativos da Pesquisa Google. (Google for Developers)

    Google Search Central — Search Generative AI Performance Reports — documentação sobre os novos relatórios de desempenho para AI Overviews, AI Mode e recursos generativos. (Google for Developers)

    OpenAI — documentação oficial para publishers e desenvolvedores sobre OAI-SearchBot e acompanhamento de tráfego de referência proveniente do ChatGPT. (OpenAI Help Center)

    Semrush — estudos sobre crescimento do tráfego proveniente de IA, ChatGPT e novas métricas de visibilidade em AI Search. (Semrush)



    Michelle Karen, 09 de agosto de 2026.

  • Como ser citado pelas Inteligências Artificiais?

    Como ser citado pelas Inteligências Artificiais?

    Série: SEO com IA — o que significa essa fusão?
    Artigo 4

    Nos artigos anteriores desta série, percorremos três etapas.

    Primeiro, entendemos como funciona a busca por Inteligência Artificial e como uma pergunta pode gerar diversas consultas antes da construção de uma resposta.

    Depois, fizemos a análise de lacunas da marca: onde meus concorrentes aparecem e minha empresa não?

    No terceiro artigo, entramos na pesquisa de palavras-chave e prompts, buscando entender o que as pessoas realmente perguntam às Inteligências Artificiais.

    Agora chegamos a uma das perguntas mais importantes desta série:

    Como fazer uma marca ser citada pelas Inteligências Artificiais?

    Quando alguém pergunta ao ChatGPT, Gemini, Perplexity ou a outro sistema sobre determinado produto, empresa ou serviço, diferentes fontes podem participar da construção daquela resposta.

    Isso cria uma nova preocupação para quem trabalha com SEO, Marketing Digital e posicionamento de marca.

    Antes, nosso objetivo estava muito concentrado em aparecer nos resultados de pesquisa e conquistar o clique.

    Agora também precisamos pensar:

    Minha marca está presente nas fontes e nos conteúdos que ajudam as Inteligências Artificiais a construir suas respostas?

    E não existe um truque para conseguir isso.

    Ser citado começa muito antes da citação.

    Começa na construção da presença digital.

    Ser citado começa pelo conteúdo do próprio site

    A primeira pergunta que eu faria é:

    Meu site realmente possui informações que merecem ser utilizadas como referência?

    Muitas empresas possuem um site, mas isso não significa que tenham construído autoridade sobre os assuntos relacionados ao seu mercado.

    Às vezes encontramos páginas com duas ou três frases sobre um serviço.

    Em outros casos, existem dezenas de artigos, mas vários estão desatualizados ou tratam os assuntos superficialmente.

    Por isso, produzir cada vez mais conteúdo não deve ser o único objetivo.

    Precisamos pensar em qualidade, profundidade, clareza e atualização.

    Conteúdo atualizado importa

    Um dos pontos que anotei durante o estudo que deu origem a esta série foi a importância da atualização.

    A orientação da Ahrefs que serviu de base para minhas anotações chama atenção especialmente para conteúdos que permanecem períodos longos sem revisão.

    Mas atualizar não significa simplesmente abrir um artigo antigo, trocar a data e publicá-lo novamente.

    É preciso verificar:

    • se as informações continuam corretas;
    • se as ferramentas mencionadas ainda existem;
    • se os exemplos ainda fazem sentido;
    • se os links continuam funcionando;
    • se existem novas informações;
    • se alguma recomendação ficou ultrapassada;
    • se aquele conteúdo ainda responde à intenção da pesquisa.

    A própria Ahrefs tem chamado atenção para a relação entre freshness, rankings e visibilidade em respostas produzidas por IA.

    Conteúdo atualizado não significa conteúdo com uma data nova. Significa informação que continua útil.

    Não escreva apenas para aumentar o número de palavras

    Durante muito tempo, criou-se no SEO uma associação entre conteúdos extensos e conteúdos melhores.

    Mas tamanho não substitui qualidade.

    Um artigo de 3.000 palavras pode dizer muito pouco.

    Enquanto isso, uma resposta com alguns parágrafos pode solucionar exatamente a dúvida de quem pesquisou.

    Nas minhas anotações, a orientação macro ficou resumida em três pontos:

    manter o conteúdo focado, manter o conteúdo atualizado e utilizar formatos que possam ser interpretados e reutilizados com clareza.

    É isso que devemos buscar.

    O formato do conteúdo também importa

    Alguns formatos ajudam a organizar melhor a informação.

    Entre os que anotei durante o estudo estão:

    • listas;
    • melhores opções;
    • principais ferramentas;
    • principais estratégias;
    • avaliações;
    • comparativos;
    • perguntas e respostas.

    Isso não significa transformar todos os artigos em listas.

    Significa estruturar a informação.

    Por exemplo, um artigo sobre SEO para pequenas empresas pode conter:

    O que é SEO para pequenas empresas?

    5 erros de SEO que pequenas empresas cometem

    Principais ferramentas para começar

    SEO ou tráfego pago: qual escolher?

    Perguntas frequentes

    Agora temos diferentes blocos de informação dentro do mesmo tópico.

    E isso nos leva a uma técnica interessante.

    BLUF: entregue a resposta primeiro

    BLUF significa Bottom Line Up Front.

    A lógica é simples:

    primeiro a resposta. Depois a explicação.

    Imagine que alguém pergunte:

    O que é SEO local?

    Eu poderia começar falando sobre a história do Google, sobre como os mecanismos de busca evoluíram e somente depois explicar o conceito.

    Ou poderia começar assim:

    SEO local é o conjunto de estratégias utilizadas para melhorar a visibilidade de uma empresa em pesquisas relacionadas a determinada localização.

    Pronto.

    A pergunta foi respondida.

    Agora eu posso aprofundar.

    Essa estrutura facilita a leitura e deixa muito claro qual informação aquela seção está entregando. A técnica BLUF aparece entre as quatro orientações específicas registradas nas minhas anotações para esta etapa da série.

    Conteúdo atômico: cada seção precisa funcionar sozinha

    Outro conceito que anotei foi o conteúdo atômico.

    Imagine um artigo dividido em dez seções.

    Cada seção deve conseguir transmitir sua ideia principal mesmo quando analisada separadamente.

    Por exemplo:

    Quem pode criar um Perfil da Empresa no Google?

    A resposta precisa estar naquela seção.

    O leitor não deveria precisar voltar cinco parágrafos para entender do que estou falando.

    Isso também é importante porque os sistemas podem processar partes de uma página, e o autor não controla exatamente em qual contexto determinado fragmento será utilizado.

    Por isso:

    uma seção = uma ideia clara.

    Escreva utilizando entidades claras

    Aqui entramos em outro ponto interessante: entidades.

    Uma entidade pode ser uma pessoa, empresa, organização, lugar, produto ou conceito identificável.

    Nas minhas anotações, separei alguns exemplos relacionados à própria Karen Mídia Digital:

    • Karen Mídia Digital;
    • SEO;
    • Marketing Digital;
    • Perfil da Empresa no Google;
    • Google Meu Negócio;
    • Google Search Console;
    • Goiânia;
    • Aparecida de Goiânia;
    • pequenas empresas;
    • negócios locais.

    Mas isso não significa simplesmente repetir esses termos no artigo.

    O que importa é estabelecer relações entre eles.

    Por exemplo:

    A Karen Mídia Digital trabalha com SEO e estratégias de Marketing Digital voltadas ao fortalecimento da presença online de pequenas empresas e negócios locais.

    Existe uma relação clara entre:

    marca → serviço → especialidade → público.

    É muito diferente de espalhar palavras-chave pelo texto sem contexto.

    Uma ideia por frase

    Outra orientação das minhas anotações é extremamente simples:

    escreva de maneira declarativa.

    Uma ideia por frase.

    Sujeito, verbo e objeto sempre que isso tornar a informação mais clara.

    Se precisamos ler uma frase duas ou três vezes para entender o que ela quer dizer, talvez seja melhor reescrevê-la.

    Isso não significa empobrecer o texto.

    Significa eliminar complexidade desnecessária.

    Ser mencionado e ser citado não são exatamente a mesma coisa

    Essa diferença é importante.

    Uma IA pode mencionar uma empresa dentro de uma resposta sem apresentar o site daquela empresa como fonte.

    Por outro lado, uma página pode aparecer entre as fontes utilizadas para sustentar determinada informação.

    Por isso, quando começamos a medir presença nas Inteligências Artificiais, precisamos observar diferentes indicadores.

    Entre eles:

    Menção: quando a marca aparece na resposta.

    Citação: quando uma página ou domínio aparece como fonte.

    Esse tipo de diferenciação já aparece nas metodologias atuais de análise de visibilidade em IA, inclusive em ferramentas voltadas a acompanhar menções, citações e participação das marcas nas respostas.

    O seu próprio site não é suficiente

    Aqui está uma das partes que considero mais importantes.

    Grande parte do trabalho relacionado ao AEO não acontece somente dentro do próprio site.

    Também envolve aquilo que outras fontes dizem sobre a marca.

    Nas minhas anotações, dividi essas oportunidades em diferentes grupos.

    Editoriais de terceiros

    Podem incluir:

    • publicações do setor;
    • sites de avaliação;
    • listas;
    • comparativos;
    • blogs de autoridade.

    Imagine duas empresas.

    A primeira possui um site excelente, mas praticamente ninguém fala sobre ela fora daquele domínio.

    A segunda possui um bom site e também aparece em entrevistas, avaliações, artigos, comparativos e outros conteúdos relacionados ao seu mercado.

    A segunda empresa possui um conjunto maior de referências externas sobre sua existência e atuação.

    Comunidades também fazem parte desse ecossistema

    Nas anotações também aparecem:

    • comunidades;
    • Reddit;
    • Quora;
    • fóruns de nicho.

    Mas existe um detalhe fundamental:

    a ideia não é manipular essas plataformas.

    Não estou falando em entrar em comunidades e começar a espalhar links da empresa.

    Isso provavelmente faria mais mal do que bem.

    Estou falando de participação legítima.

    Responder perguntas.

    Compartilhar conhecimento.

    Participar de conversas.

    Ajudar pessoas.

    Construir presença.

    Essa orientação de participação autêntica também faz parte das anotações originais da série.

    E as propriedades da própria marca?

    Além do site, uma empresa pode construir outras fontes de informação.

    Entre elas:

    • canal no YouTube;
    • podcast;
    • LinkedIn;
    • blog;
    • site institucional.

    Eu gosto de pensar nisso como um ecossistema.

    Um artigo pode gerar um vídeo.

    O vídeo pode gerar uma publicação no LinkedIn.

    Uma pergunta recebida no LinkedIn pode gerar um novo artigo.

    O artigo pode responder a uma pergunta que depois aparece no Google.

    Em vez de produzir conteúdos isolados, começamos a construir tópicos associados à marca.

    O consenso também importa

    Existe uma ideia central nas minhas anotações:

    quanto mais lugares relevantes apresentarem informações consistentes sobre uma marca, mais referências existem para que os sistemas consigam reconhecê-la.

    Isso ajuda a explicar por que presença digital é muito maior do que possuir Instagram ou site.

    Sua empresa existe em quantos lugares?

    E, principalmente:

    esses lugares dizem coisas consistentes sobre ela?

    Se o site diz uma coisa, o Perfil da Empresa no Google (Google Meu Negócio) apresenta outra, o LinkedIn possui informações antigas e outros diretórios apresentam dados diferentes, temos um problema de consistência.

    Não ignore o YouTube

    O YouTube recebeu uma seção própria nas minhas anotações.

    A razão é simples: vídeo também é informação.

    Tutoriais, análises, demonstrações, entrevistas, perguntas e respostas podem ampliar muito a quantidade de conteúdo associado a uma empresa e aos assuntos sobre os quais ela trabalha.

    Para uma estratégia de Marketing Digital, isso significa que o YouTube não precisa ser tratado apenas como uma rede para conseguir visualizações.

    Ele pode funcionar como parte da biblioteca de conhecimento da marca.

    E um ponto importante: minhas anotações originais traziam estatísticas específicas sobre citações do YouTube e treinamento de modelos. Como as próprias regras que defini para esta série determinam que números só sejam publicados depois de conferir fonte, data e contexto, prefiro não transformar essas duas anotações em estatísticas neste artigo sem a comprovação adequada.

    E se a Inteligência Artificial não conseguir acessar meu site?

    Agora entramos em uma questão técnica.

    Um site pode possuir regras relacionadas ao acesso de diferentes rastreadores.

    Um dos lugares que podemos verificar é:

    seudominio.com/robots.txt

    O Google explica oficialmente que o arquivo robots.txt é utilizado principalmente para gerenciar o tráfego de rastreadores e indicar quais partes de um site podem ou não ser rastreadas.

    Nas minhas anotações, registrei quatro nomes que merecem atenção:

    • GPTBot;
    • OAI-SearchBot;
    • ClaudeBot;
    • Google-Extended.

    Mas existe uma diferença importante entre eles.

    Por exemplo, a documentação oficial da OpenAI explica que o OAI-SearchBot está relacionado à descoberta de conteúdo para os resultados de busca do ChatGPT, enquanto o GPTBot possui outra finalidade. Para publishers que desejam que seu conteúdo possa aparecer nos resultados de busca do ChatGPT, a configuração do OAI-SearchBot é particularmente relevante.

    Isso mostra por que não devemos simplesmente copiar regras de robots.txt encontradas na internet.

    Encontrou o nome do bot? Não altere imediatamente

    Esse cuidado já estava registrado nas minhas próprias anotações.

    A simples presença de GPTBot, OAI-SearchBot, ClaudeBot ou Google-Extended no robots.txt não significa automaticamente que existe um bloqueio problemático.

    Precisamos analisar a regra completa.

    Portanto, o processo seria:

    1. acessar o robots.txt;
    2. procurar regras relacionadas aos rastreadores;
    3. entender o que aquelas regras determinam;
    4. somente depois decidir se alguma alteração é necessária.

    Em configuração técnica, adivinhar costuma ser uma péssima estratégia.

    As quatro frentes para construir presença nas IAs

    Depois de todo esse estudo, consegui organizar essa etapa em quatro grandes frentes.

    1. Conteúdo

    Produzir informações úteis, claras, focadas e atualizadas.

    2. Menções externas

    Construir presença legítima em outras fontes relacionadas ao mercado.

    3. YouTube e propriedades da marca

    Transformar conhecimento em diferentes formatos e ampliar os lugares onde aquela informação existe.

    4. Configuração técnica

    Garantir que decisões técnicas do site estejam alinhadas à estratégia de rastreamento e presença desejada.

    Essas são exatamente as quatro frentes que registrei no planejamento original desta série.

    Perguntas frequentes

    Posso garantir que o ChatGPT citará minha empresa?

    Não.

    Nenhuma estratégia séria pode garantir que uma empresa será citada em uma resposta específica.

    Podemos trabalhar para aumentar sua presença, autoridade, clareza e relevância.

    Preciso criar artigos enormes?

    Não.

    O conteúdo deve ter o tamanho necessário para responder bem ao assunto.

    Quantidade de palavras não substitui qualidade da informação.

    Devo atualizar artigos antigos?

    Sim, principalmente quando informações, ferramentas, exemplos, links ou recomendações ficaram desatualizados.

    Mas atualizar significa melhorar a informação, e não simplesmente trocar a data.

    Preciso estar em outros sites?

    Construir menções externas relevantes faz parte de uma presença digital mais ampla.

    Entrevistas, publicações, avaliações, comparativos, comunidades e outros ambientes podem fazer parte dessa construção.

    Preciso criar um canal no YouTube?

    Não é obrigatório.

    Mas o vídeo pode ampliar a presença de uma empresa e permitir que o conhecimento da marca exista em outros formatos.

    Preciso liberar todos os bots no robots.txt?

    Não existe uma resposta única.

    Cada rastreador possui uma finalidade e cada empresa precisa decidir qual acesso deseja permitir. Por isso, é necessário entender a configuração antes de alterá-la.

    SEO ainda importa com o crescimento das Inteligências Artificiais?

    Sim.

    E esse talvez seja um dos principais aprendizados desta série.

    SEO continua sendo a base.

    A busca por IA amplia os ambientes nos quais essa autoridade e esse conteúdo podem aparecer.

    Conclusão

    Como ser citado pelas Inteligências Artificiais?

    Depois de estudar esse assunto, percebo que a resposta é muito menos misteriosa do que parece.

    Não existe um truque.

    Existe construção.

    Conteúdo.

    SEO.

    Atualização.

    Clareza.

    Entidades.

    Menções externas.

    YouTube.

    Consistência.

    Configuração técnica.

    E autoridade construída ao longo do tempo.

    Para pequenas empresas, profissionais autônomos, prestadores de serviços e negócios locais, isso significa que não precisamos tentar dominar toda a internet.

    Precisamos construir presença nos lugares certos.

    E deixar cada vez mais clara uma relação:

    quem é a sua marca + o que ela faz + para quem ela faz + sobre quais assuntos possui autoridade.

    É assim que SEO, Marketing Digital, mídia digital e Inteligência Artificial começam a trabalhar juntos dentro de uma estratégia maior de posicionamento.

    E depois de construir essa presença, surge a última pergunta da série:

    Como saber se tudo isso está realmente funcionando?

    É isso que veremos no próximo artigo:

    SEO com IA: como medir o que está funcionando?


    Referências e fontes consultadas

    Ahrefs — fonte principal utilizada nas anotações que deram origem à série SEO com IA. O material-base da série foi organizado a partir do vídeo da Ahrefs indicado nas anotações originais.

    Google Search Central — documentação oficial sobre rastreamento, indexação e funcionamento do arquivo robots.txt.

    OpenAI — documentação oficial para publishers e desenvolvedores sobre OAI-SearchBot, GPTBot, descoberta de conteúdo e busca no ChatGPT.

    Semrush — estudos e materiais sobre AI Search, presença de marca, menções, citações e otimização de conteúdo para ambientes de Inteligência Artificial.

    Ahrefs — pesquisas e materiais complementares sobre SEO, conteúdo atualizado, AI Overviews, visibilidade e citações em mecanismos de busca com IA.



    Michelle Karen, 09 de Agosto de 2026

  • Pesquisa de palavras-chave e prompts: como descobrir o que as pessoas realmente perguntam às Inteligências Artificiais ?

    Pesquisa de palavras-chave e prompts: como descobrir o que as pessoas realmente perguntam às Inteligências Artificiais ?

    Terceiro artigo da Série: SEO com IA — o que significa essa fusão?

    Tempo estimado de leitura: 7 minutos

    Nos dois primeiros artigos desta série, eu percorri duas etapas importantes.

    Primeiro, mostrei como uma pergunta feita a uma Inteligência Artificial pode se desdobrar em diversas pesquisas menores antes que uma resposta seja construída.

    Depois, falei sobre a análise de lacunas da marca: descobrir onde os concorrentes aparecem, quais assuntos estão ocupando e onde a nossa marca ainda está ausente.

    Agora chegamos à terceira etapa:

    O que as pessoas realmente pesquisam — e perguntam — quando usam Inteligência Artificial?

    Essa mudança é importante porque pesquisar no Google e conversar com uma IA não são exatamente a mesma coisa.

    No Google, alguém pode digitar:

    SEO pequenas empresas

    Em uma Inteligência Artificial, a mesma pessoa pode perguntar:

    Como uma pequena empresa pode começar a fazer SEO sem investir muito?

    Ou:

    Tenho uma pequena empresa em Goiânia e meu site não aparece no Google. O que devo melhorar primeiro?

    Ou ainda:

    Quais são as melhores estratégias para uma empresa local aparecer no Google e nas respostas de Inteligência Artificial?

    A intenção pode ser parecida.

    A forma de pesquisar mudou.

    E é justamente por isso que a pesquisa de palavras-chave continua importante, mas precisa conversar com a pesquisa de perguntas e prompts.

    As palavras-chave acabaram por causa da IA?

    Não.

    Esse é um ponto que considero importante deixar claro.

    SEO com IA não significa abandonar palavras-chave.

    Elas continuam ajudando a compreender os assuntos que as pessoas pesquisam, a intenção por trás dessas pesquisas e os tópicos que um site precisa desenvolver.

    O que mudou é que agora podemos partir de uma palavra-chave e expandi-la para perguntas muito mais específicas.

    Por exemplo:

    SEO

    pode se transformar em:

    • O que é SEO?
    • Como fazer SEO?
    • SEO funciona para pequenas empresas?
    • Quanto tempo demora para SEO dar resultado?
    • Quais são as melhores ferramentas de SEO?
    • Como fazer SEO para uma empresa local?
    • Vale a pena investir em SEO?
    • SEO ajuda a aparecer nas respostas de IA?

    Observe que não estamos falando de oito assuntos completamente diferentes.

    Estamos ampliando um tópico.

    Isso é especialmente importante quando lembramos do conceito de query fan-out, abordado no primeiro artigo desta série.

    Uma pergunta pode levar um sistema de IA a buscar diferentes informações relacionadas antes de construir sua resposta.

    Portanto:

    quanto melhor eu compreendo o tópico e as perguntas que existem ao redor dele, melhor consigo planejar meu conteúdo.

    O que são modificadores de palavras-chave?

    Uma maneira simples de expandir uma pesquisa é trabalhar com modificadores.

    São palavras ou expressões que transformam um assunto amplo em uma pesquisa mais específica.

    Alguns exemplos:

    • como fazer;
    • o que é;
    • vantagens;
    • benefícios;
    • passo a passo;
    • vale a pena;
    • quanto custa;
    • melhores;
    • principais;
    • avaliações;
    • para iniciantes;
    • para pequenas empresas.

    Vamos pegar uma palavra-chave como:

    Perfil da Empresa no Google

    Agora acrescentamos modificadores:

    Como criar um Perfil da Empresa no Google?

    Quais são os benefícios do Perfil da Empresa no Google?

    Perfil da Empresa no Google vale a pena para pequenas empresas?

    Quais são as melhores estratégias para otimizar um Perfil da Empresa no Google?

    Quanto custa criar um Perfil da Empresa no Google?

    Perceba o que aconteceu.

    Uma única palavra-chave começou a revelar diferentes intenções e possibilidades de conteúdo.

    E onde entram os prompts?

    Um prompt pode trazer muito mais contexto do que uma busca tradicional.

    Imagine uma pessoa pesquisando:

    site para empresa

    Agora compare com:

    Tenho uma pequena empresa de serviços e consigo clientes principalmente pelo Instagram. Vale a pena criar um site para aparecer no Google?

    A segunda pesquisa fornece muito mais informações.

    Sabemos que:

    • é uma pequena empresa;
    • trabalha com serviços;
    • utiliza Instagram;
    • quer conquistar clientes;
    • está considerando criar um site;
    • deseja aparecer no Google.

    Para uma estratégia de Marketing Digital, isso é extremamente valioso.

    Os prompts ajudam a revelar não apenas o que a pessoa procura, mas o problema, o contexto e muitas vezes a etapa da decisão em que ela se encontra.

    Como eu posso pesquisar palavras-chave e prompts?

    Eu começaria com as palavras centrais do negócio.

    No caso da Karen Mídia Digital, por exemplo:

    • SEO;
    • Marketing Digital;
    • posicionamento digital;
    • Inteligência Artificial;
    • criação de sites;
    • Perfil da Empresa no Google;
    • palavras-chave;
    • presença digital;
    • negócios locais;
    • mídia digital.

    Depois, começaria a expandir cada tópico.

    Uma estrutura simples seria:

    Palavra-chave + problema + público + intenção

    Por exemplo:

    SEO + aparecer no Google + pequenas empresas + como fazer

    Isso pode gerar:

    Como fazer SEO para uma pequena empresa aparecer no Google?

    Outro exemplo:

    Perfil da Empresa no Google + negócio local + vantagem

    Pode gerar:

    Quais são as vantagens do Perfil da Empresa no Google para um negócio local?

    E podemos continuar.

    Inteligência Artificial + Marketing Digital + pequena empresa:

    Como uma pequena empresa pode usar Inteligência Artificial no Marketing Digital?

    Site + negócio local + clientes:

    Um negócio local precisa de site para conseguir mais clientes?

    Agora começamos a construir não apenas uma lista de palavras-chave, mas um mapa de perguntas reais que podem se transformar em conteúdo.

    A intenção da pesquisa continua importante

    Nem toda pessoa que pesquisa está procurando a mesma coisa.

    Por isso, eu também separaria as ideias por intenção.

    Intenção informacional

    A pessoa quer aprender.

    Exemplos:

    O que é SEO?

    Como funciona o Perfil da Empresa no Google?

    O que é posicionamento digital?

    Intenção comercial

    A pessoa já está avaliando soluções.

    Exemplos:

    Melhores ferramentas de SEO para pequenas empresas

    Vale a pena contratar uma empresa de Marketing Digital?

    SEO ou Google Ads: qual escolher?

    Intenção local

    Existe uma localização envolvida na necessidade.

    Exemplos:

    Empresa de SEO em Goiânia

    Marketing Digital em Aparecida de Goiânia

    Como aparecer nas pesquisas locais do Google?

    Intenção transacional

    A pessoa está mais próxima de realizar uma ação ou contratar.

    Exemplos:

    Quanto custa criar um site para pequena empresa?

    Quanto custa contratar SEO?

    Empresa para otimizar Perfil da Empresa no Google

    Essa separação é importante porque nem todo conteúdo precisa cumprir a mesma função dentro da jornada do cliente.

    A IA consegue responder completamente à pergunta?

    Essa é outra pergunta que eu faria durante a pesquisa.

    Imagine alguém procurando:

    O que é SEO?

    Uma Inteligência Artificial consegue fornecer uma explicação bastante completa sem que a pessoa necessariamente precise visitar um site.

    Agora pense em:

    Qual empresa pode analisar por que meu negócio não aparece no Google?

    A situação muda.

    Existe uma necessidade mais específica e potencialmente comercial.

    Por isso, ao escolher um assunto, eu perguntaria:

    A IA consegue satisfazer plenamente essa intenção dentro da própria resposta?

    Se a resposta for sim, isso não significa que devemos abandonar aquele conteúdo.

    Significa que talvez o objetivo precise mudar.

    Em determinadas pesquisas, além de tentar conquistar o clique, precisamos trabalhar para que nossa marca seja uma das fontes, entidades ou referências utilizadas na construção da resposta.

    Então não devemos mais pensar apenas em cliques?

    Exatamente.

    O clique continua sendo extremamente importante.

    Tráfego orgânico continua importando.

    Conversões continuam importando.

    Posicionamento no Google continua importando.

    Porém, existe uma nova camada.

    Ser mencionado também pode ter valor.

    Imagine alguém perguntando repetidamente a diferentes ferramentas:

    Quais são as melhores estratégias de Marketing Digital para pequenas empresas?

    Se determinada marca começa a aparecer associada a esse assunto, existe construção de presença e reconhecimento.

    É por isso que SEO, AEO e estratégias voltadas à busca por IA precisam trabalhar em conjunto.

    Como transformar essa pesquisa em um calendário de conteúdo?

    Depois de levantar palavras-chave, modificadores, perguntas e prompts, eu organizaria tudo.

    Por exemplo:

    Tema principal: SEO

    Perguntas:

    • O que é SEO?
    • Como fazer SEO?
    • SEO funciona para pequenas empresas?
    • Como fazer SEO local?
    • Quanto custa SEO?
    • Quanto tempo SEO demora para funcionar?
    • Como SEO ajuda nas respostas de IA?

    Formatos possíveis:

    • artigo;
    • guia;
    • tutorial;
    • perguntas frequentes;
    • comparativo;
    • vídeo;
    • carrossel;
    • estudo de caso.

    Depois repetiria o processo para outros pilares.

    Dessa maneira, uma pesquisa de palavras-chave deixa de produzir apenas uma lista de termos.

    Ela começa a construir uma estratégia editorial.

    E isso também evita outro problema comum no Marketing Digital:

    produzir conteúdo simplesmente porque surgiu uma ideia naquele dia.

    Um prompt para começar sua própria pesquisa

    Uma pequena empresa pode utilizar a própria Inteligência Artificial para ajudar a organizar essa etapa.

    Um exemplo:

    Estou fazendo uma pesquisa de palavras-chave para uma empresa especializada em [SERVIÇO].

    Meu público é formado por [PÚBLICO].

    Liste palavras-chave principais relacionadas ao negócio e combine essas palavras com modificadores como: como fazer, o que é, vantagens, benefícios, passo a passo, vale a pena, quanto custa, melhores, principais, avaliações, para iniciantes e para pequenas empresas.

    Depois, transforme essas combinações em perguntas e prompts que uma pessoa poderia fazer no Google ou em uma Inteligência Artificial.

    Separe os resultados por intenção informacional, comercial, local e transacional.

    Por fim, sugira formatos de conteúdo adequados para cada intenção.

    Esse resultado não deve ser tratado como uma pesquisa pronta.

    Ele é um ponto de partida.

    Depois, as ideias precisam ser analisadas, comparadas com dados reais, concorrentes, resultados do Google e com as necessidades do público.

    Perguntas frequentes

    As palavras-chave ainda são importantes no SEO com IA?

    Sim. Elas continuam sendo fundamentais para compreender tópicos, intenção de busca e demanda. A diferença é que agora também precisamos observar perguntas mais longas, linguagem conversacional e prompts contextualizados.

    O que é um prompt na pesquisa por IA?

    É uma instrução ou pergunta enviada a uma Inteligência Artificial. Um prompt pode conter contexto, objetivo, restrições e detalhes que normalmente não aparecem em uma pesquisa curta tradicional.

    Devo criar um artigo para cada palavra-chave?

    Não necessariamente.

    Palavras diferentes podem fazer parte da mesma intenção e do mesmo tópico. Criar vários conteúdos quase idênticos pode fragmentar a estratégia.

    O objetivo é compreender o assunto como um todo.

    Posso usar Inteligência Artificial para fazer pesquisa de palavras-chave?

    Sim, principalmente para gerar ideias, modificadores, perguntas, agrupamentos e possibilidades de conteúdo.

    Entretanto, a IA não deve ser a única fonte da pesquisa. Dados de ferramentas de SEO, resultados do Google, concorrentes e comportamento real do público continuam importantes.

    É melhor escrever para o Google ou para a Inteligência Artificial?

    Essa separação pode levar a uma estratégia ruim.

    O conteúdo precisa ser útil para pessoas, compreensível para mecanismos de busca e estruturado de maneira que sistemas de IA também consigam interpretar suas informações.

    SEO continua sendo a base. A busca por IA amplia o ambiente em que esse conteúdo pode ser encontrado e utilizado.

    Conclusão

    A pesquisa de palavras-chave não morreu.

    Ela evoluiu.

    Agora, além de descobrir o que as pessoas pesquisam, precisamos compreender como elas perguntam, qual contexto fornecem e o que realmente querem resolver.

    Palavras-chave nos mostram os tópicos.

    Modificadores revelam novas intenções.

    Perguntas mostram dúvidas.

    Prompts acrescentam contexto.

    E, juntos, esses elementos ajudam a construir uma estratégia de conteúdo muito mais ampla para Google, Marketing Digital e mecanismos de busca baseados em Inteligência Artificial.

    Depois de compreender como a busca por IA funciona, analisar as lacunas da marca e descobrir quais palavras-chave, perguntas e prompts precisamos trabalhar, chegamos à próxima etapa:

    Como fazer para que a Inteligência Artificial encontre, compreenda e cite nosso conteúdo?

    Esse será o tema do próximo artigo da série:

    Como ser citado pelas Inteligências Artificiais?


    Michelle Karen, fundadora da Karen Mídia Digital.
    08 de agosto de 2026

  • Análise de lacunas da marca: onde seus concorrentes aparecem e você não?

    Análise de lacunas da marca: onde seus concorrentes aparecem e você não?

    Série: SEO com IA — o que significa essa fusão?

    Artigo 2 da Série

    No primeiro artigo desta série, eu expliquei como funciona a busca por Inteligência Artificial e por que uma única pergunta pode se transformar em diversas consultas antes de uma resposta ser construída.

    Agora surge uma pergunta ainda mais importante:

    Quando alguém pesquisa sobre aquilo que sua empresa oferece, quem aparece: você ou seus concorrentes?

    Essa pergunta está no centro da análise de lacunas da marca, ou Brand Gap Analysis.

    Durante muito tempo, no SEO, analisamos principalmente palavras-chave, posições no Google, backlinks e tráfego orgânico. Esses indicadores continuam importantes. Porém, com a expansão da busca por IA, precisamos ampliar a análise.

    Hoje, eu não quero saber apenas se uma empresa está aparecendo no Google.

    Quero descobrir:

    • Ela aparece nas respostas das Inteligências Artificiais?
    • É mencionada quando alguém pede recomendações?
    • O site é utilizado como fonte?
    • Concorrentes aparecem em perguntas nas quais essa empresa não aparece?
    • Outros sites mencionam a marca?
    • O Perfil da Empresa no Google está completo?
    • A empresa está presente em vídeos, redes sociais e outras fontes que ajudam a construir sua autoridade digital?

    É justamente aqui que começa a análise de lacunas da marca.

    O que é uma análise de lacunas da marca?

    De maneira simples, uma lacuna é a distância entre a presença digital que uma marca possui hoje e a presença que poderia ou deveria possuir.

    Imagine uma pequena empresa que presta determinado serviço.

    Ela tem site, Instagram e um Perfil da Empresa no Google. À primeira vista, parece possuir uma boa presença digital.

    Mas então começamos a pesquisar.

    No Google, três concorrentes aparecem repetidamente para pesquisas importantes do setor.

    Quando fazemos perguntas relacionadas ao serviço no ChatGPT, Gemini ou outras ferramentas de IA, esses mesmos concorrentes são mencionados.

    Em artigos comparativos publicados por terceiros, novamente encontramos os concorrentes.

    No YouTube, existem vídeos relacionados ao assunto, mas nenhum conteúdo da empresa.

    Então encontramos uma lacuna.

    Ter presença digital não significa necessariamente ocupar os espaços digitais onde as decisões estão acontecendo.

    A análise não começa olhando apenas para sua marca

    Um dos erros que percebo no Marketing Digital é analisar uma empresa isoladamente.

    Quantos acessos meu site recebeu?

    Quantas palavras-chave estão posicionadas?

    Quantas pessoas visualizaram meu Perfil da Empresa no Google?

    Quantos seguidores tenho?

    Essas informações são importantes, mas existe outra pergunta:

    Como esses resultados se comparam aos concorrentes?

    A Ahrefs trata justamente dessa questão em sua metodologia de Brand Gap Analysis.

    Entre as dimensões que podem ser analisadas estão lacunas de visibilidade, narrativa, tópicos, formatos, menções na web e demanda.

    Isso muda bastante a maneira de olhar para o SEO.

    O problema pode não ser simplesmente não aparecer.

    Pode ser não aparecer em um assunto específico no qual seus concorrentes já conquistaram espaço.

    Onde devo procurar essas lacunas?

    Eu começaria analisando diferentes pontos da presença digital da empresa.

    1. Resultados tradicionais do Google

    O SEO continua sendo uma das bases dessa análise.

    Pesquise os principais serviços, problemas e dúvidas relacionados ao negócio.

    Por exemplo, em vez de pesquisar apenas:

    marketing digital

    eu também analisaria:

    marketing digital para pequenas empresas

    como divulgar uma pequena empresa no Google

    como melhorar a presença digital da minha empresa

    empresa de SEO para negócio local

    como aparecer no Google

    A pergunta é:

    Quais concorrentes aparecem repetidamente e minha marca não?

    Essa diferença já revela oportunidades de conteúdo e posicionamento.

    2. Respostas produzidas por Inteligência Artificial

    Agora eu faria algo semelhante nos mecanismos e assistentes de IA.

    Em vez de testar somente o nome da empresa, faria perguntas relacionadas ao mercado.

    Por exemplo:

    Quais são as melhores estratégias de SEO para pequenas empresas?

    Como uma empresa local pode melhorar sua presença no Google?

    O que uma pequena empresa deve fazer para aparecer nas buscas por IA?

    Quais estratégias de Marketing Digital funcionam para negócios locais?

    Então observaria:

    Quais empresas, sites e fontes aparecem nessas respostas?

    E principalmente:

    Por que elas aparecem e minha marca não?

    Essa é uma mudança importante.

    Não estamos analisando somente ranking.

    Estamos analisando visibilidade da marca dentro da resposta.

    3. Menções e citações são coisas diferentes

    Essa distinção merece atenção.

    Uma IA pode mencionar determinada empresa sem fornecer um link para o site dela.

    Também pode utilizar uma página como fonte e citá-la.

    Por isso, ferramentas atuais de análise de visibilidade em IA passaram a observar diferentes indicadores.

    O Ahrefs Brand Radar, por exemplo, trabalha com métricas como:

    • menções;
    • citações;
    • impressões;
    • AI Share of Voice.

    A menção mostra quando uma marca aparece dentro de uma resposta gerada por IA.

    A citação indica quando o site aparece como fonte.

    Já o AI Share of Voice ajuda a observar a presença da marca em comparação com outras marcas.

    Isso nos leva a uma pergunta muito interessante:

    Seu concorrente está participando de uma conversa digital da qual sua empresa ainda está ausente?

    4. Sites de terceiros também fazem parte da análise

    Outro ponto que considero fundamental é olhar além do próprio site.

    Pesquise o nome dos concorrentes.

    Onde eles são mencionados?

    Existem:

    • artigos;
    • entrevistas;
    • diretórios;
    • avaliações;
    • listas;
    • comparativos;
    • portais;
    • blogs;
    • vídeos;
    • comunidades?

    Agora faça a mesma pesquisa com sua marca.

    A diferença entre esses resultados pode revelar uma lacuna de menções externas.

    Isso é especialmente importante porque construir autoridade digital não significa apenas publicar cada vez mais dentro do próprio domínio.

    A internet também precisa encontrar referências sobre sua marca fora da sua própria casa digital.

    5. Existe uma lacuna de conteúdo?

    Essa é uma das análises que considero mais úteis para pequenas empresas.

    Talvez seu concorrente tenha 30 artigos e sua empresa tenha 50.

    Isso, sozinho, não significa que você esteja melhor posicionada.

    Precisamos descobrir quais assuntos cada site cobre.

    Imagine que uma empresa produza dezenas de conteúdos sobre SEO, mas praticamente nada sobre SEO local.

    Enquanto isso, um concorrente possui guias, perguntas frequentes, vídeos e estudos sobre SEO local.

    Existe uma lacuna temática.

    Por isso, uma das perguntas que utilizo nessa análise é:

    Meu site aparece para o tópico inteiro ou apenas para algumas palavras-chave?

    Esse raciocínio será ainda mais importante no próximo artigo da série, quando entraremos na pesquisa de palavras-chave e prompts.

    6. E o Perfil da Empresa no Google?

    Para negócios locais, eu também incluiria o Perfil da Empresa no Google (Google Meu Negócio) nessa auditoria.

    Compare sua presença com empresas concorrentes.

    Observe se as informações estão completas e atualizadas, além da presença de fotos, avaliações, serviços e demais informações relevantes para o negócio.

    Depois, faça uma pergunta simples:

    Quando alguém encontra minha empresa e meus concorrentes no Google, qual deles transmite mais informações e confiança?

    Às vezes, a lacuna não está escondida em uma estratégia extremamente técnica.

    Ela está em informações incompletas, conteúdos desatualizados ou oportunidades básicas que nunca foram trabalhadas.

    Como ferramentas podem ajudar nessa análise?

    Não é necessário fazer toda a auditoria manualmente.

    A Ahrefs possui o Brand Radar, voltado justamente para acompanhar visibilidade de marcas em ambientes de IA e comparar a presença de uma empresa com concorrentes.

    A Semrush também possui ferramentas de visibilidade em IA capazes de comparar marcas e identificar tópicos e prompts nos quais concorrentes aparecem e determinada empresa não.

    Além disso, podemos utilizar ferramentas gratuitas do próprio Google para analisar parte desse cenário, principalmente o desempenho orgânico do site.

    E a própria Inteligência Artificial pode ajudar a organizar dados, criar tabelas comparativas, agrupar perguntas e encontrar padrões.

    Ferramentas de coleta de dados, como o Apify, também podem fazer parte de processos específicos de levantamento e comparação quando houver necessidade.

    Mas existe um ponto importante:

    A ferramenta coleta ou organiza dados. A estratégia começa quando conseguimos interpretar o que esses dados significam para a marca.

    Uma auditoria simples para pequenas empresas

    Se eu estivesse começando hoje a analisar uma pequena empresa, criaria uma tabela com quatro colunas:

    Consulta ou tópico | Minha marca aparece? | Qual concorrente aparece? | O que está faltando?

    Depois pesquisaria pelo menos:

    • principais serviços da empresa;
    • problemas que esses serviços resolvem;
    • perguntas frequentes dos clientes;
    • pesquisas locais;
    • comparações;
    • melhores opções;
    • avaliações;
    • dúvidas antes da contratação.

    Faria essa análise no Google e também em diferentes ambientes de IA.

    Aos poucos, começa a surgir um mapa.

    Talvez a empresa esteja forte no Google, mas praticamente invisível nas respostas de IA.

    Talvez apareça nas IAs, mas poucas vezes seja citada como fonte.

    Talvez tenha um ótimo site, mas quase nenhuma menção externa.

    Ou talvez tenha presença em vários canais, mas as informações sobre a marca sejam inconsistentes.

    É exatamente esse mapa que transforma uma percepção vaga de presença digital em uma estratégia.

    Perguntas frequentes

    O que é uma lacuna de marca?

    É uma diferença entre a presença que uma marca possui atualmente e os espaços, tópicos, formatos ou fontes nos quais ela poderia estar presente. A comparação com concorrentes ajuda a identificar essas oportunidades.

    Posso descobrir se minha empresa aparece nas respostas de IA?

    Sim. É possível realizar testes manualmente e utilizar ferramentas especializadas de monitoramento de visibilidade em IA. O importante é não testar apenas o nome da empresa, mas também perguntas e tópicos relacionados ao mercado em que ela atua.

    Preciso abandonar o SEO tradicional para fazer essa análise?

    Não.

    SEO com IA não elimina o SEO tradicional.

    A análise de palavras-chave, conteúdo, autoridade, estrutura técnica e presença nos resultados do Google continua sendo fundamental. O que estamos fazendo é ampliar a análise para novos ambientes de descoberta.

    Uma pequena empresa também precisa analisar concorrentes nas IAs?

    Sim.

    Aliás, essa análise pode revelar oportunidades interessantes justamente para empresas menores.

    Se grandes concorrentes ainda não estão presentes em determinados tópicos ou perguntas, existe espaço para construir conteúdo e autoridade antes que aquele ambiente fique ainda mais competitivo.

    Preciso pagar ferramentas para começar?

    Não necessariamente.

    É possível iniciar com pesquisas no Google, ferramentas gratuitas do Google, consultas em assistentes de IA e uma planilha.

    Ferramentas profissionais tornam a análise mais ampla e sistemática, mas o primeiro passo é entender o que procurar.

    Conclusão

    No primeiro artigo desta série, vimos que uma pergunta feita a uma Inteligência Artificial pode gerar diversas buscas e consultas antes da construção da resposta.

    Agora demos o segundo passo.

    Descobrimos onde nossa marca está presente e, principalmente, onde ela está ausente.

    A análise de lacunas mostra quais concorrentes estão conquistando espaço, quais tópicos ainda precisamos desenvolver, onde faltam menções externas e em quais ambientes nossa presença digital precisa ser fortalecida.

    Para pequenas empresas, profissionais autônomos, prestadores de serviços e negócios locais, isso significa deixar de produzir Marketing Digital apenas com base em intuição.

    Passamos a construir uma estratégia baseada em oportunidades reais.

    E agora surge a próxima pergunta:

    Se eu já descobri onde minha marca não aparece, quais palavras-chave, perguntas e prompts devo trabalhar para ocupar esses espaços?

    É exatamente isso que veremos no terceiro artigo da série:

    Pesquisa de palavras-chave e prompts: como descobrir o que as pessoas realmente perguntam às Inteligências Artificiais.

  • Série SEO com IA – Artigo 1

    Série SEO com IA – Artigo 1

    O que significa essa fusão?

    Artigo 1 — Como funciona a busca por IA?

    A busca por IA não procura apenas as palavras exatas digitadas pelo usuário. Ela interpreta a intenção, divide perguntas complexas em buscas menores, consulta diferentes fontes e reúne as informações em uma resposta sintetizada.

    Neste primeiro artigo da série, quero explicar como esse processo funciona e por que passei a considerar a busca por IA uma parte essencial das estratégias de SEO e Marketing Digital.

    Essa mudança ajuda a explicar por que aparecer bem para uma única palavra-chave já não é suficiente. Afinal, quando alguém faz uma pergunta ao ChatGPT, Gemini, Perplexity ou Modo IA do Google, o sistema pode investigar diferentes partes do assunto antes de produzir a resposta.

    Ao estudar esse tema, percebi que entender esse processo é essencial para pequenas empresas, profissionais autônomos, prestadores de serviços e negócios locais. A busca por Inteligência Artificial está transformando o SEO, o Marketing Digital e a maneira como construímos uma presença na mídia digital.

    Mas isso significa que o SEO tradicional deixou de funcionar? Não.

    O SEO continua sendo a base. O que mudou foi a amplitude da pesquisa e a forma como as informações podem ser selecionadas, combinadas e apresentadas ao usuário.

    O que é busca por IA?

    A busca por IA é um processo no qual sistemas de Inteligência Artificial interpretam uma pergunta, procuram informações relacionadas e produzem uma resposta organizada em linguagem natural.

    Em uma busca tradicional, o usuário geralmente digita uma palavra-chave e recebe uma página com links. Na busca com IA, ele pode apresentar uma necessidade completa, acrescentar detalhes, pedir comparações, solicitar avaliações ou continuar a conversa com novas perguntas.

    Para mostrar essa diferença, organizei alguns exemplos:

    Busca tradicional

    • Melhor agência de SEO em Goiânia.
    • Marketing Digital para pequenas empresas.
    • Como aparecer no Google.
    • Perfil da Empresa no Google.

    Busca por IA

    • Qual é a melhor estratégia de SEO para uma pequena empresa de Goiânia que ainda não aparece no Google?
    • Quais são as principais ações de Marketing Digital para um profissional autônomo atrair clientes locais?
    • Avalie minha presença digital e diga o que devo melhorar primeiro.
    • Como configurar o Perfil da Empresa no Google e integrá-lo ao site e às redes sociais?

    Eu percebo que as perguntas feitas à IA costumam trazer mais contexto. Consequentemente, a resposta também precisa considerar diferentes aspectos do problema.

    Neil Patel explica que a otimização para mecanismos generativos, conhecida como GEO, trabalha ao lado do SEO para tornar um conteúdo mais fácil de encontrar, compreender e citar. Portanto, não se trata de abandonar as palavras-chave. Trata-se de conectá-las a perguntas, necessidades, entidades e situações reais.

    O que é query fan-out?

    Query fan-out é a técnica pela qual uma pergunta principal é desdobrada em várias pesquisas menores e relacionadas.

    O próprio Google informa que o Modo IA e as Visões Gerais Criadas por IA podem realizar diversas buscas relacionadas, abrangendo subtópicos e diferentes fontes de dados. Dessa maneira, o sistema encontra páginas de apoio e desenvolve uma resposta mais completa. Google Search Central /Recursos de IA e seu site

    Quando assisti ao vídeo da Ahrefs que inspirou esta série, anotei um exemplo bastante claro:

    Uma pessoa pede que a IA planeje uma viagem de cinco dias ao Japão em novembro.

    Em vez de pesquisar somente essa frase, o sistema pode investigar:

    1. Melhores bairros para se hospedar em Tóquio.
    2. Principais atrações para uma viagem de cinco dias.
    3. Como é o clima no Japão em novembro.
    4. Quais roupas levar durante esse período.
    5. Melhores formas de transporte entre os pontos turísticos.
    6. Avaliações de hotéis e experiências locais.
    7. Custos médios de alimentação, hospedagem e deslocamento.

    Em seguida, a IA compara, organiza e sintetiza as informações encontradas.

    No mesmo vídeo, anotei um caso apresentado pela Ahrefs em que uma pesquisa avançada sobre a compra de uma capa de celular gerou 420 buscas. Para mim, esse exemplo mostra a dimensão que uma pergunta aparentemente simples pode alcançar nos bastidores.

    A principal consequência é direta: estar bem posicionado apenas para a palavra-chave principal pode não colocar sua marca diante de todas as consultas secundárias realizadas pela IA.

    Por que uma única palavra-chave pode não ser suficiente?

    Para explicar esse ponto, imaginei uma empresa que publicou somente um artigo com o título Marketing Digital para pequenas empresas.

    O texto pode ser bom e até conquistar uma posição relevante no Google. Entretanto, uma ferramenta de IA pode desdobrar esse tema em diversas perguntas:

    • Quanto custa o Marketing Digital para pequenas empresas?
    • Quais são as melhores estratégias para negócios locais?
    • Como integrar site, redes sociais e Perfil da Empresa no Google?
    • SEO funciona para profissionais autônomos?
    • Quais avaliações demonstram que uma agência é confiável?
    • Como medir os resultados de uma estratégia digital?
    • Vale a pena contratar uma consultoria de posicionamento digital?

    Se o site não desenvolve esses subtópicos, a Inteligência Artificial pode encontrar respostas melhores em outras fontes.

    Por isso, o trabalho de SEO com IA exige cobertura temática. A marca precisa demonstrar conhecimento sobre o assunto de maneira ampla, coerente e útil.

    A Semrush recomenda trabalhar perguntas claras, títulos organizados, respostas diretas e listas estruturadas. Esses formatos facilitam a leitura humana e ajudam os sistemas a identificar partes relevantes do conteúdo.

    Quais são os três principais fatores observados nas citações da IA?

    Ao acompanhar a análise apresentada pela Ahrefs, identifiquei e anotei três padrões principais: consenso, atualização e autoridade.

    1. Consenso

    Consenso significa que diferentes fontes apresentam informações compatíveis sobre a mesma empresa, pessoa, produto ou assunto.

    Por exemplo, se o site, o Perfil da Empresa no Google (Google Meu Negócio), o LinkedIn, as avaliações dos clientes e sites externos apresentam dados consistentes sobre uma empresa, a marca se torna mais fácil de reconhecer.

    Entretanto, consenso não significa repetir a mesma frase artificialmente em vários lugares. O objetivo é construir uma presença digital coerente, verdadeira e verificável.

    Para fortalecer esse sinal:

    • Mantenha nome, serviços e localização atualizados.
    • Publique conteúdos relacionados à sua área de atuação.
    • Conquiste avaliações reais de clientes.
    • Busque menções em fontes relevantes.
    • Apresente autoria, experiência e informações de contato.

    2. Atualização

    Conteúdos antigos não são automaticamente ruins. Porém, quando o assunto muda com rapidez, informações recentes podem ser mais úteis.

    A Ahrefs analisou 17 milhões de citações em sete plataformas de busca por IA e encontrou conteúdos citados 25,7% mais recentes do que aqueles presentes nos resultados orgânicos avaliados. O estudo também identificou uma preferência de 13,1% por materiais atualizados mais recentemente.

    Na Karen Mídia Digital, sigo uma prática que considero importante: revisar artigos, corrigir dados, atualizar ferramentas, acrescentar exemplos e verificar se as orientações ainda correspondem ao funcionamento atual do Google e das inteligências artificiais.

    Atualizar um conteúdo não é somente trocar a data. É melhorar a informação oferecida ao leitor.

    3. Autoridade

    Autoridade está relacionada à confiança construída por uma página, um site, um autor e uma marca ao longo do tempo.

    Quando assisti ao vídeo, anotei que aproximadamente 75% das citações de resumos de IA vinham de páginas posicionadas entre os dez primeiros resultados do Google. Esse número correspondia ao estudo da Ahrefs disponível naquele momento.

    No entanto, a Ahrefs publicou uma atualização em março de 2026. Após analisar 863 mil páginas de resultados e quatro milhões de URLs citadas, encontrou 37,9% das citações das Visões Gerais Criadas por IA entre os dez primeiros blocos da busca. Em julho de 2025, o estudo anterior apontava aproximadamente 76%.

    Essa mudança não demonstra que o SEO perdeu importância. Pelo contrário, ela mostra que a IA passou a buscar fontes em um conjunto mais amplo de consultas relacionadas.

    Algumas páginas citadas podem aparecer nas buscas secundárias criadas pelo query fan-out, mesmo quando não estão no Top 10 da pergunta original.

    SEO tradicional e SEO com IA são concorrentes?

    Não. Eles trabalham juntos.

    O Google afirma que as práticas fundamentais de SEO continuam válidas para seus recursos de IA. A página precisa estar indexada, apta a aparecer na busca e oferecer conteúdo útil, confiável e criado para pessoas.

    O Google também recomenda permitir o rastreamento, utilizar links internos, oferecer boa experiência de página e manter informações comerciais atualizadas.

    Depois de analisar essas fontes, compreendo essa fusão da seguinte maneira:

    1. SEO cria a base: rastreamento, indexação, conteúdo, palavras-chave, links internos e autoridade.
    2. AEO organiza respostas: perguntas objetivas, explicações diretas, listas e seções independentes.
    3. GEO amplia a possibilidade de citação: contexto, entidades, presença de marca, fontes e cobertura temática.
    4. Marketing distribui a mensagem: site, blog, YouTube, LinkedIn, Perfil da Empresa no Google e outros canais.
    5. A mídia digital fortalece a consistência: a empresa passa a ser encontrada e reconhecida em diferentes ambientes.

    Como uma pequena empresa pode se preparar?

    Na minha visão, uma pequena empresa não precisa produzir centenas de páginas sem planejamento. O melhor caminho é construir uma estrutura de conteúdos relacionados às dúvidas reais dos clientes.

    Eu recomendo começar com estas ações:

    • Defina os principais serviços e temas da empresa.
    • Pesquise palavras-chave e perguntas completas.
    • Identifique os melhores subtópicos de cada tema.
    • Produza um artigo para cada pergunta importante.
    • Use listas, comparativos, avaliações e passo a passo quando forem úteis.
    • Responda à pergunta principal logo no início de cada seção.
    • Atualize os conteúdos periodicamente.
    • Conecte os artigos por meio de links internos.
    • Mantenha o site e o Perfil da Empresa no Google atualizados.
    • Acompanhe como concorrentes e fontes do setor aparecem nas respostas de IA.

    Meu objetivo não é escrever para enganar um algoritmo. É criar a melhor resposta possível e deixá-la clara para pessoas, buscadores e sistemas de Inteligência Artificial.

    Perguntas frequentes sobre busca por IA

    A busca por IA substitui o Google?

    Não necessariamente. O próprio Google incorporou recursos de IA à pesquisa. Além disso, diferentes ferramentas continuam usando índices, páginas da web e fontes externas para elaborar respostas.

    O comportamento do usuário está mudando, mas a busca tradicional e a busca por IA ainda coexistem.

    O SEO morreu com a chegada da Inteligência Artificial?

    Não. O SEO continua sendo a base técnica e editorial que permite o rastreamento, a indexação e a compreensão do conteúdo.

    O SEO com IA acrescenta novas preocupações, como citações, cobertura temática, estrutura das respostas e presença da marca.

    Preciso abandonar as palavras-chave e escrever apenas prompts?

    Não. Palavras-chave continuam importantes para compreender assuntos e intenções. Entretanto, também é necessário pesquisar perguntas completas, modificadores, comparações e prompts usados pelo público.

    Listas e perguntas aumentam as chances de citação?

    Elas não garantem uma citação. Contudo, listas estruturadas, perguntas claras e respostas diretas facilitam a leitura, a compreensão e a extração de informações.

    Por isso, são formatos recomendados dentro de uma estratégia de conteúdo bem construída.

    Minha empresa pode aparecer nas respostas de IA mesmo sendo pequena?

    Sim. Uma pequena empresa pode construir relevância em temas específicos, sobretudo em seu nicho e em sua região.

    Conteúdo útil, informações consistentes, avaliações reais e presença local bem organizada ajudam a fortalecer sua autoridade digital.

    Conclusão

    Depois de estudar o funcionamento da busca por IA, compreendo que ela atua de maneira mais ampla do que uma pesquisa baseada apenas em palavras-chave. Ela interpreta a intenção do usuário, pode desdobrar a pergunta em diversas consultas, busca fontes relacionadas e sintetiza as informações em uma resposta.

    Por isso, empresas que desejam ser encontradas precisam pensar além de uma única página ou expressão. É necessário desenvolver temas, responder perguntas, manter informações atualizadas e construir autoridade em diferentes canais.

    SEO com IA é a união entre a estrutura que ajuda uma página a ser encontrada e a clareza que ajuda seu conteúdo a ser compreendido, selecionado e citado.

    No próximo artigo da série, vou abordar a análise de lacunas da marca: como descobrir onde sua empresa deveria aparecer e comparar essa expectativa com sua presença real no Google, nas respostas de IA e na web.

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    Referências

    SEO do artigo

    Palavra-chave principal: como funciona a busca por IA

    Palavras-chave secundárias: SEO com IA, busca por Inteligência Artificial, query fan-out, AEO, GEO, posicionamento digital, Marketing Digital, conteúdo para IA, como ser citado pela IA

    Publicado em 3 de agosto de 2026.

    Michelle Karen
    Fundadora da Karen Mídia Digital

  • Posso criar um Perfil da Empresa no Google trabalhando em casa?

    Posso criar um Perfil da Empresa no Google trabalhando em casa?

    A resposta é: sim, você pode criar um Perfil da Empresa no Google trabalhando em casa, desde que o seu negócio seja elegível e mantenha algum tipo de contato presencial com os clientes.

    Entretanto, trabalhar em casa não significa que o endereço residencial precisa aparecer publicamente. Em muitos casos, o correto é ocultar o endereço e cadastrar somente a área em que a empresa presta seus serviços.

    O que determina a possibilidade de criar um Perfil da Empresa no Google, anteriormente chamado de Google Meu Negócio, não é o tamanho da empresa nem o fato de ela funcionar dentro de uma residência. O principal critério é a forma como o negócio atende seus clientes.

    Quem trabalha em casa pode aparecer no Google?

    O Perfil da Empresa no Google foi desenvolvido para empresas que atendem clientes presencialmente. Isso inclui tanto estabelecimentos que recebem pessoas em um endereço quanto profissionais que se deslocam até o cliente.

    Portanto, uma empresa que funciona em casa pode ter um perfil quando:

    • Recebe clientes presencialmente no endereço cadastrado
    • Presta serviços no endereço dos clientes
    • Realiza atendimentos presenciais em uma área específica
    • Atua de maneira híbrida, recebendo clientes e também se deslocando

    Por outro lado, um negócio que funciona exclusivamente pela internet, sem receber clientes e sem realizar nenhum atendimento presencial, não é elegível para o Perfil da Empresa no Google. Essa orientação está nas regras oficiais da plataforma. Central de Ajuda do Perfil da Empresa no Google

    Nesse caso, a empresa ainda pode aparecer na Pesquisa do Google por meio de um site bem estruturado, conteúdos relevantes, estratégias de SEO, Marketing, Marketing Digital e construção de autoridade digital.

    Quando o endereço residencial pode aparecer?

    Se você trabalha em casa e recebe clientes no local, o endereço poderá ser mostrado no perfil. Entretanto, o Google determina que o espaço esteja realmente preparado para receber o público durante o horário informado.

    Além disso, negócios que exibem um endereço precisam ter identificação permanente com o nome da empresa no local. Portanto, não é indicado mostrar o endereço de casa apenas para tentar melhorar o posicionamento no Google Maps.

    O endereço deve representar uma localização verdadeira, na qual a empresa realmente funciona e recebe clientes.

    Endereços virtuais, caixas postais e escritórios alugados apenas para receber correspondências não são aceitos. Espaços de coworking somente podem ser utilizados quando a empresa possui identificação, equipe presente e atendimento aos clientes naquele local durante o horário comercial. Diretrizes para representar sua empresa no Google

    Quando o endereço deve ser ocultado?

    Se você trabalha em casa, mas atende os clientes no endereço deles, o correto é ocultar o seu endereço residencial.

    Esse modelo é chamado de empresa de área de atendimento. Ele pode ser utilizado por profissionais como:

    • Eletricistas
    • Encanadores
    • Fotógrafos
    • Técnicos de manutenção
    • Personal trainers
    • Profissionais de limpeza
    • Prestadores de serviços
    • Consultores que visitam empresas
    • Músicos que trabalham em eventos
    • Empresas que realizam atendimento presencial externo

    Nesse caso, o endereço poderá ser solicitado durante o cadastro e a verificação, mas não deverá ficar visível para o público.

    Em vez de mostrar a residência, o perfil apresentará as cidades ou regiões atendidas pelo negócio. O Google orienta que empresas de área de atendimento mantenham um único perfil relacionado à sua base real de operação.

    Ocultar o endereço não impede a empresa de aparecer na Pesquisa do Google ou no Google Maps. Entretanto, a exibição dependerá da localização de quem pesquisa, da relevância do negócio e da autoridade construída pela empresa.

    Como criar o Perfil da Empresa no Google trabalhando em casa?

    O primeiro passo é verificar se existe atendimento presencial. Em seguida, faça o cadastro com informações verdadeiras e consistentes.

    1. Utilize o nome real da empresa

    Informe o nome pelo qual o negócio é conhecido. Não acrescente cidades, serviços ou palavras-chave somente para tentar melhorar o SEO.

    Por exemplo, se o nome da empresa é Karen Mídia Digital, o campo de nome deve apresentar a marca corretamente. Não seria adequado adicionar expressões promocionais que não fazem parte do nome oficial utilizado pela empresa.

    2. Escolha a categoria correta

    A categoria deve representar a principal atividade do negócio. O próprio Google recomenda escolher a menor quantidade possível de categorias e utilizar aquelas que descrevem a atividade central da empresa.

    Essa escolha influencia a relevância do perfil para as pesquisas realizadas pelos usuários.

    3. Informe como o atendimento acontece

    Se os clientes visitam o seu endereço, marque que existe um local de atendimento. Porém, faça isso apenas quando o ambiente estiver preparado para receber pessoas.

    Se você vai até o cliente, configure o negócio como empresa de área de atendimento e oculte o endereço residencial.

    4. Cadastre as regiões atendidas

    Informe cidades e áreas onde a empresa realmente presta serviços. Evite cadastrar locais muito distantes apenas para tentar alcançar mais pessoas.

    O Perfil da Empresa no Google deve representar a atuação real do negócio.

    5. Adicione informações completas

    Inclua:

    • Telefone profissional
    • Site da empresa
    • Horário de atendimento
    • Serviços oferecidos
    • Descrição do negócio
    • Fotografias reais
    • Links de agendamento, quando disponíveis

    A Semrush destaca que a consistência do nome, endereço e telefone em diferentes canais ajuda os sistemas de busca a compreender a legitimidade do negócio. Portanto, as informações do perfil devem estar alinhadas ao site, às redes sociais e a outros diretórios. Guia da Semrush sobre o Perfil da Empresa no Google

    6. Conclua a verificação

    O Google determinará quais formas de verificação estarão disponíveis. Dependendo do negócio, poderá solicitar vídeo, telefone, e-mail, correspondência ou outros métodos.

    Durante a verificação, poderá ser necessário demonstrar que a empresa realmente funciona no endereço informado, mesmo que ele permaneça oculto para o público.

    Trabalhar em casa prejudica o SEO local?

    Trabalhar em casa não impede a aplicação de uma estratégia de SEO local. Entretanto, a localização continua sendo um dos elementos utilizados pelo Google para organizar os resultados.

    Segundo o próprio Google, os resultados locais são definidos principalmente por:

    • Relevância
    • Distância
    • Destaque ou popularidade

    A relevância representa a relação entre o perfil e aquilo que a pessoa pesquisou. A distância considera a localização do usuário. Já o destaque envolve a autoridade e o reconhecimento da empresa, incluindo avaliações, links e informações encontradas na internet. Fatores de classificação local do Google

    A Ahrefs explica que o SEO local ajuda o Google a compreender onde a empresa está, o que ela oferece e se o negócio transmite confiança. Portanto, não basta criar o perfil: é necessário desenvolver uma presença digital consistente. Guia de SEO local da Ahrefs

    Por isso, a estratégia da Karen Mídia Digital combina Perfil da Empresa no Google, site, produção de conteúdo, SEO, Marketing e Marketing Digital. Esses elementos trabalham juntos para fortalecer a presença da empresa tanto nas buscas tradicionais quanto nas respostas das Inteligências Artificiais.

    Neil Patel também apresenta o Perfil da Empresa no Google como uma ferramenta importante para fortalecer a presença local, permitindo que clientes encontrem informações como serviços, horários, telefone, avaliações e localização. Guia de Neil Patel sobre o Perfil da Empresa no Google

    Além disso, Adam Clarke, no livro SEO 2026: Learn Search Engine Optimization with Smart Internet Marketing Strategies, aborda o SEO como parte de uma estratégia mais ampla de Marketing Digital. Isso significa que a visibilidade não depende de uma ação isolada, mas da combinação entre conteúdo, autoridade, experiência do usuário e informações confiáveis. SEO 2026, de Adam Clarke

    Erros que devem ser evitados

    Algumas práticas podem causar problemas na verificação ou até resultar na suspensão do perfil:

    • Mostrar o endereço residencial sem receber clientes
    • Utilizar um endereço virtual
    • Cadastrar uma caixa postal
    • Criar vários perfis para a mesma empresa
    • Inserir palavras-chave no nome da empresa
    • Informar cidades onde o negócio não atua
    • Usar fotografias que não representam a empresa
    • Criar um perfil para um negócio exclusivamente online
    • Apresentar informações diferentes no site e no perfil

    As informações devem representar o negócio como ele existe no mundo real.

    Perguntas importantes antes de criar o perfil

    Meus clientes visitam minha casa?

    Se a resposta for sim, o local deve estar preparado para recebê-los, ter identificação permanente e funcionar durante os horários informados.

    Eu vou até o endereço dos clientes?

    Nesse caso, você poderá criar um perfil de área de atendimento e ocultar seu endereço residencial.

    Atendo somente pela internet?

    Se todo o serviço for realizado virtualmente e não existir contato presencial, o negócio não será elegível para o Perfil da Empresa no Google.

    Meu endereço ficará visível durante a verificação?

    O Google poderá solicitar o endereço verdadeiro para verificar o negócio. Contudo, ele poderá permanecer oculto para os clientes quando a empresa prestar serviços fora do local.

    Posso cadastrar várias cidades?

    Sim, desde que sejam áreas realmente atendidas pela empresa. Não é indicado adicionar regiões apenas para tentar manipular o alcance do perfil.

    Conclusão

    Sim, quem trabalha em casa pode criar um Perfil da Empresa no Google. Entretanto, é fundamental configurar corretamente o endereço, a área de atendimento e a forma como os clientes são atendidos.

    Se você recebe clientes em casa, o endereço poderá ser exibido, desde que o local cumpra as regras do Google. Se você vai até os clientes, deverá ocultar o endereço e informar as regiões atendidas. Já os negócios exclusivamente online precisam investir em site, SEO, conteúdo, Marketing e Marketing Digital para conquistar visibilidade na Pesquisa.

    A Karen Mídia Digital ajuda pequenas empresas, empreendedores, profissionais autônomos e prestadores de serviços a construírem uma presença digital clara, confiável e preparada para o Google e para as Inteligências Artificiais.

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    Posso criar um Perfil da Empresa no Google usando apenas meu CPF?

    Quem é MEI pode criar um Perfil da Empresa no Google?

    Precisa ter CNPJ para criar um Perfil da Empresa no Google?

    Como faço para o meu negócio aparecer no Google?

    Referências

    Google. Diretrizes para representar sua empresa no Google.

    Google. Primeiros passos com o Perfil da Empresa no Google.

    Google. Dicas para melhorar sua classificação local.

    Ahrefs. Local SEO: The Complete Guide.

    Semrush. The Ultimate Guide to Google Business Profile.

    Neil Patel. What Is a Google Business Profile and How to Create One.

    Clarke, Adam. SEO 2026: Learn Search Engine Optimization with Smart Internet Marketing Strategies. 2026.

    Michelle Karen ,3 de agosto de 2026

  • Quem é MEI pode criar um Perfil da Empresa no Google?

    Quem é MEI pode criar um Perfil da Empresa no Google?

    A resposta é sim.

    Se você é Microempreendedor Individual (MEI), pode criar gratuitamente um Perfil da Empresa no Google (antigo Google Meu Negócio) e utilizar essa ferramenta para aumentar sua presença digital, fortalecer sua marca e conquistar novos clientes.

    Entretanto, muitas pessoas acreditam que apenas empresas maiores podem aparecer no Google ou no Google Maps. Essa informação não é verdadeira.

    O Google busca oferecer aos usuários os resultados mais úteis para cada pesquisa. Portanto, empresas de todos os portes podem conquistar visibilidade, desde que mantenham informações completas, atualizadas e relevantes.

    Além disso, quando o Perfil da Empresa no Google é combinado com estratégias de SEO, Marketing Digital e produção de conteúdo, as chances de aparecer nas pesquisas aumentam significativamente.

    Na Karen Mídia Digital, observamos que muitos pequenos empreendedores conseguem excelentes resultados investindo primeiro na organização da sua presença online, antes mesmo de investir em anúncios.

    O que é o MEI?

    O Microempreendedor Individual (MEI) foi criado para facilitar a formalização de pequenos negócios.

    Com ele, o empreendedor pode possuir um CNPJ, emitir notas fiscais, acessar benefícios previdenciários e trabalhar de forma regularizada.

    No entanto, possuir um MEI não altera o funcionamento do Perfil da Empresa no Google.

    Segundo o Google Search Central, o objetivo da Pesquisa Google é apresentar informações úteis, confiáveis e relevantes para cada usuário. Portanto, o tamanho da empresa não é um fator de ranqueamento. O que realmente importa é a qualidade das informações disponibilizadas.

    O MEI precisa ter CNPJ para criar o Perfil da Empresa no Google?

    Essa é uma das dúvidas mais pesquisadas pelos empreendedores.

    Embora o MEI possua obrigatoriamente um CNPJ, o Google não exige que todas as empresas tenham CNPJ para criar um Perfil da Empresa.

    Em diversos segmentos, profissionais autônomos e prestadores de serviço também podem realizar o cadastro, desde que atendam às diretrizes do Google para empresas locais.

    Inclusive, o próprio Google Business Profile informa que o requisito principal não é o CNPJ, mas sim a existência de um negócio real que atenda clientes presencialmente, em uma área de atendimento ou em um endereço comercial.

    Portanto, ser MEI não é uma limitação. Pelo contrário, trata-se de uma excelente oportunidade para começar a construir sua presença digital.

    O que o Google realmente analisa?

    Muitas pessoas acreditam que basta criar o cadastro para aparecer nas primeiras posições.

    Na prática, isso não acontece.

    O Google analisa diversos sinais para entender se aquele negócio merece aparecer nas pesquisas.

    Entre eles estão:

    • categoria correta da empresa;
    • descrição completa dos serviços;
    • telefone atualizado;
    • site oficial;
    • horário de funcionamento;
    • fotos reais;
    • produtos e serviços cadastrados;
    • avaliações dos clientes;
    • frequência de atualização do perfil.

    Segundo a Semrush, empresas que mantêm informações consistentes em todos os seus canais digitais fortalecem sua autoridade e aumentam suas possibilidades de aparecer tanto na pesquisa tradicional quanto nas respostas produzidas por Inteligências Artificiais.

    Além disso, essa consistência melhora o entendimento da marca pelos mecanismos de busca.

    O MEI pode aparecer no Google Maps?

    Sim.

    Depois que o perfil é criado e verificado, o negócio pode aparecer tanto na Pesquisa Google quanto no Google Maps.

    Entretanto, essa visibilidade depende de diversos fatores.

    Entre eles:

    • proximidade do usuário;
    • relevância da empresa para aquela pesquisa;
    • qualidade das avaliações;
    • autoridade digital;
    • atualização constante do Perfil da Empresa no Google.

    Quanto mais completo e ativo for o perfil, maiores tendem a ser as oportunidades de conquistar novos clientes.

    Além disso, um perfil atualizado transmite mais confiança para os usuários.

    A presença digital faz diferença?

    Faz toda a diferença.

    Hoje, o Marketing Digital deixou de ser apenas uma forma de divulgação.

    Ele também influencia diretamente a maneira como o Google e as Inteligências Artificiais compreendem uma empresa.

    De acordo com Neil Patel, empresas que produzem conteúdo relevante, investem em SEO e constroem autoridade digital tendem a obter resultados mais consistentes no longo prazo.

    Da mesma forma, a Ahrefs demonstra, por meio do Brand Radar AI Responses, que marcas com informações consistentes em diferentes plataformas possuem maior probabilidade de serem reconhecidas e citadas pelos sistemas de Inteligência Artificial.

    Essa ferramenta monitora quais empresas aparecem nas respostas geradas por diferentes IAs, permitindo identificar quais marcas estão ganhando visibilidade e quais sinais de autoridade contribuem para esse reconhecimento.

    Em outras palavras, não basta apenas existir na internet.

    É preciso comunicar de forma clara quem é sua empresa, quais serviços oferece e por que ela merece confiança.

    O site continua sendo importante?

    Sim.

    O Perfil da Empresa no Google ajuda as pessoas a encontrarem sua empresa.

    Por outro lado, o site é o lugar onde o Google encontra informações mais completas sobre sua experiência, seus serviços e sua autoridade.

    Segundo o Google Search Central, conteúdos úteis, criados para pessoas e que demonstram experiência, especialização, autoridade e confiabilidade possuem maiores chances de gerar bons resultados ao longo do tempo.

    Por isso, investir simultaneamente em SEO, Marketing Digital, blog e Perfil da Empresa no Google cria uma estratégia muito mais sólida de presença digital.

    Perguntas frequentes sobre MEI e Perfil da Empresa no Google

    Quem é MEI pode criar um Perfil da Empresa no Google?

    Sim. O Microempreendedor Individual pode criar gratuitamente um Perfil da Empresa no Google, desde que o negócio seja real e esteja de acordo com as diretrizes da plataforma.

    O MEI precisa informar o CNPJ durante o cadastro?

    Nem sempre. O Google não exige o CNPJ em todos os processos de criação ou verificação do perfil. Entretanto, poderá solicitar documentos ou outras evidências para confirmar que o negócio realmente existe.

    O MEI pode aparecer no Google Maps?

    Sim. Depois de criar e verificar o perfil, o MEI poderá aparecer na Pesquisa Google e no Google Maps. A posição dependerá de fatores como relevância, distância, avaliações, categoria escolhida e qualidade das informações.

    O MEI precisa ter uma loja física?

    Não necessariamente. Prestadores de serviços que atendem na casa do cliente ou em diferentes locais podem cadastrar uma área de atendimento e ocultar o endereço residencial.

    Posso usar o endereço da minha casa no Perfil da Empresa no Google?

    Sim, desde que o negócio atenda clientes nesse endereço e cumpra as diretrizes do Google. Caso você trabalhe em casa, mas não receba clientes no local, o mais adequado é ocultar o endereço e informar apenas a área de atendimento.

    O MEI precisa ter um site para criar o perfil?

    Não. Ter um site não é obrigatório para criar um Perfil da Empresa no Google. Contudo, um site bem estruturado fortalece a presença digital, apresenta os serviços com mais detalhes e contribui para as estratégias de SEO e Marketing Digital.

    Criar um Perfil da Empresa no Google é gratuito?

    Sim. A criação e a administração do perfil são gratuitas. O empreendedor só paga caso decida investir em serviços adicionais, como anúncios, criação de site ou assessoria de mídia digital.

    O CNPJ ajuda o MEI a aparecer melhor no Google?

    O Google não informa que ter CNPJ melhora diretamente o posicionamento. A visibilidade local depende principalmente de relevância, distância e destaque. Além disso, avaliações, informações completas, site, conteúdo e consistência digital também podem fortalecer o negócio.

    Posso colocar o nome fantasia do MEI no perfil?

    Sim, desde que seja o nome utilizado publicamente pelo negócio em materiais, site, fachada, redes sociais e contato com os clientes. Não é recomendado acrescentar palavras-chave, cidades ou serviços apenas para tentar melhorar o posicionamento.

    O MEI pode criar mais de um Perfil da Empresa no Google?

    Depende. Cada perfil precisa representar um negócio real e elegível. Não se deve criar vários perfis para a mesma empresa apenas para tentar aparecer em diferentes cidades ou regiões.

    Quanto tempo demora para o perfil aparecer no Google?

    O tempo pode variar conforme o método de verificação e a análise realizada pelo Google. Mesmo depois da aprovação, as informações podem levar algum tempo para aparecer completamente na Pesquisa e no Google Maps.

    O que o MEI deve fazer depois da verificação?

    Depois da verificação, é importante completar o perfil, cadastrar os serviços, adicionar fotos reais, atualizar os horários, solicitar avaliações e publicar novidades. Essas ações, combinadas com SEO, marketing e uma estratégia de Marketing Digital, ajudam a construir autoridade.

    A Karen Mídia Digital pode ajudar nessa configuração?

    A Karen Mídia Digital trabalha com presença online, SEO, conteúdo, mídia digital e configuração estratégica do Perfil da Empresa no Google. O objetivo não é apenas criar o cadastro, mas integrar o perfil ao site e aos demais canais de marketing da empresa.

    Conclusão

    Ser MEI não impede sua empresa de aparecer no Google.

    Na verdade, o Perfil da Empresa no Google representa uma das melhores oportunidades para pequenos empreendedores ampliarem sua visibilidade sem depender exclusivamente de anúncios.

    Quando essa ferramenta é utilizada juntamente com um site bem estruturado, produção de conteúdo, SEO, Marketing Digital e uma estratégia consistente de presença digital, os resultados tendem a crescer de forma contínua.

    Na Karen Mídia Digital, acreditamos que empresas pequenas podem conquistar grandes resultados quando constroem autoridade, oferecem conteúdo de qualidade e mantêm informações consistentes em toda a internet.

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    Referências

    Google Search Central. Creating helpful, reliable, people-first content.

    Google Business Profile. Diretrizes para representar sua empresa no Google.

    Semrush. Brand Positioning Is an AI Search Variable.

    Ahrefs. Brand Radar AI Responses e estudos sobre autoridade e posicionamento de marca em mecanismos de busca.

    Neil Patel. Estratégias de SEO, Marketing Digital, autoridade de domínio e posicionamento orgânico.

    Adam Clarke. SEO 2026. Guia completo de otimização para mecanismos de busca.

    Michelle Karen, 01 de agosto de 2026

  • Posso criar um Perfil da Empresa no Google usando apenas meu CPF?

    Posso criar um Perfil da Empresa no Google usando apenas meu CPF?

    Muitas pessoas acreditam que é obrigatório possuir um CNPJ para criar um Perfil da Empresa no Google (antigo Google Meu Negócio). Essa dúvida é bastante comum entre profissionais autônomos, prestadores de serviços, artistas, consultores, personal trainers, fotógrafos, músicos, professores particulares e diversos outros profissionais que trabalham por conta própria.

    A boa notícia é que, em muitos casos, a resposta é sim.

    Dependendo da atividade exercida e das políticas do Google, é possível criar um Perfil da Empresa utilizando apenas o CPF, desde que a empresa ou o profissional atenda aos critérios de elegibilidade estabelecidos pela plataforma.

    Neste artigo, você entenderá quando isso é permitido, quais cuidados devem ser tomados e como aumentar as chances de conquistar visibilidade nas buscas do Google.

    O que é o Perfil da Empresa no Google?

    O Perfil da Empresa no Google é uma ferramenta gratuita que permite exibir informações da empresa diretamente na Pesquisa Google e no Google Maps.

    Por meio dele, clientes podem encontrar informações como:

    • nome da empresa;
    • telefone;
    • horário de funcionamento;
    • site;
    • avaliações;
    • fotos;
    • produtos e serviços;
    • localização ou área de atendimento.

    Segundo o Google Business Profile Help, o objetivo da plataforma é facilitar o contato entre empresas e clientes, oferecendo informações confiáveis e atualizadas durante a pesquisa.

    O Google exige CNPJ?

    Essa é uma das maiores dúvidas entre pequenos empreendedores.

    Na prática, o Google não exige um CNPJ em todos os casos para criar um Perfil da Empresa.

    O que realmente importa é que exista um negócio real, prestando serviços ou vendendo produtos, e que ele siga as diretrizes do Perfil da Empresa no Google.

    De acordo com a documentação oficial do Google, empresas que atendem clientes presencialmente ou em áreas de serviço podem ser elegíveis para criar um perfil, mesmo quando atuam como profissionais autônomos.

    Ou seja, o fator mais importante não é possuir um CNPJ, mas demonstrar que a atividade realmente existe.

    Quando o CPF pode ser suficiente?

    Em diversas profissões, o CPF pode ser suficiente para criar um Perfil da Empresa.

    Alguns exemplos incluem:

    • músicos;
    • fotógrafos;
    • professores particulares;
    • personal trainers;
    • diaristas;
    • jardineiros;
    • eletricistas;
    • encanadores;
    • designers;
    • desenvolvedores;
    • consultores;
    • palestrantes;
    • tradutores;
    • profissionais de marketing;
    • freelancers.

    Nesses casos, o profissional representa o próprio negócio.

    Isso significa que o nome exibido no perfil pode ser o próprio nome profissional, desde que ele seja utilizado publicamente na atividade exercida.

    Por exemplo:

    Michelle Karen – Musicista

    João Silva – Personal Trainer

    Maria Souza – Consultoria Financeira

    O importante é que o nome utilizado represente a forma como o profissional é conhecido pelos clientes e esteja de acordo com as diretrizes do Google.

    Ter CPF significa que qualquer perfil será aprovado?

    Não.

    O Google analisa diversos fatores antes da verificação.

    Entre eles:

    • existência real da atividade;
    • categoria escolhida;
    • informações consistentes;
    • localização;
    • área de atendimento;
    • evidências da empresa na internet.

    Além disso, em alguns casos, o Google poderá solicitar etapas adicionais de verificação, como vídeo, documentos ou outras formas de comprovação.

    Esses procedimentos existem para reduzir fraudes e garantir que apenas empresas legítimas apareçam na Pesquisa Google e no Google Maps.

    O CNPJ oferece vantagens?

    Embora não seja obrigatório em todas as situações, possuir um CNPJ pode trazer benefícios para o negócio.

    Entre eles:

    • maior credibilidade perante clientes;
    • facilidade para emissão de notas fiscais;
    • acesso a linhas de crédito;
    • abertura de contas empresariais;
    • possibilidade de contratação de serviços específicos.

    Entretanto, é importante destacar que essas vantagens não significam que um perfil criado com CPF terá pior desempenho no Google.

    O Google não informa que perfis com CNPJ recebem prioridade no ranqueamento.

    Segundo o Google Search Central, a visibilidade depende principalmente da relevância, da distância e da proeminência da empresa, além da qualidade das informações apresentadas.

    O que realmente influencia o posicionamento?

    Ter um Perfil da Empresa criado é apenas o primeiro passo.

    Para conquistar visibilidade, outros fatores possuem muito mais impacto.

    Entre eles:

    • informações completas;
    • categoria correta;
    • descrição bem elaborada;
    • fotos atualizadas;
    • horário de funcionamento;
    • avaliações reais;
    • respostas às avaliações;
    • publicações frequentes;
    • site otimizado;
    • consistência das informações em toda a internet.

    Neil Patel destaca que autoridade digital é construída por meio da confiança e da produção consistente de conteúdo relevante. Da mesma forma, a Semrush reforça que uma marca forte depende da coerência das informações em todos os canais digitais.

    Ou seja, possuir apenas um perfil não garante resultados.

    É preciso mantê-lo atualizado e integrado ao restante da estratégia digital.

    O papel do site na construção da autoridade

    Mesmo que o Perfil da Empresa possa ser criado utilizando apenas o CPF, possuir um site continua sendo um dos maiores diferenciais competitivos.

    Um site permite apresentar:

    • serviços;
    • portfólio;
    • artigos;
    • perguntas frequentes;
    • depoimentos;
    • formas de contato;
    • informações institucionais.

    Além disso, ele fortalece a presença digital da marca e ajuda o Google a compreender melhor quem é o profissional e quais serviços oferece.

    Segundo o Google Search Central, conteúdos úteis, organizados e produzidos para pessoas contribuem para demonstrar experiência, especialização, autoridade e confiabilidade (E-E-A-T), fatores importantes para a construção da reputação digital.

    Conclusão

    Criar um Perfil da Empresa no Google utilizando apenas o CPF é possível em diversas situações.

    O mais importante é que a atividade seja legítima, siga as diretrizes da plataforma e apresente informações consistentes.

    Mais do que possuir um CNPJ, o que realmente faz diferença é construir uma presença digital sólida, manter o perfil atualizado, conquistar avaliações reais e produzir conteúdo de qualidade.

    Quando essas ações são realizadas de forma contínua, aumentam significativamente as chances de aparecer tanto na Pesquisa Google quanto no Google Maps e, futuramente, também nas respostas geradas por Inteligências Artificiais.

    Leia também

    • Precisa ter CNPJ para criar um Perfil da Empresa no Google (Google Meu Negócio)?
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    • Quais são as vantagens do Google Meu Negócio?
    • Como fazer meu nome aparecer na busca do Google?
    • Como acessar o Google Empresa pelo celular e atualizar as informações da sua empresa

    Referências

    Google Business Profile Help. Diretrizes para representar sua empresa no Google.

    Google Search Central. Creating helpful, reliable, people-first content.

    Neil Patel. Estratégias de SEO, autoridade digital e presença online.

    Semrush. Estudos sobre posicionamento de marca, SEO local e presença digital.

    Michelle Karen , 1 de agosto de 2026

  • Guia Completo de SEO: do básico à Inteligência Artificial

    Guia Completo de SEO: do básico à Inteligência Artificial

    Tempo estimado de leitura: 3 horas ( 20 páginas)

    Introdução

    Se você deseja entender como funciona o SEO e por que algumas empresas aparecem nas primeiras posições do Google enquanto outras passam despercebidas, este guia foi criado para você.

    Aqui você encontrará uma sequência de artigos organizada de forma lógica, desde os conceitos básicos até estratégias avançadas relacionadas à Inteligência Artificial, autoridade digital e posicionamento de marca.

    Independentemente de você estar começando ou já possuir um site, este guia servirá como um ponto de partida para compreender como construir uma presença digital sólida e conquistar mais visibilidade de forma orgânica.


    Módulo 1 — Fundamentos do SEO

    Antes de otimizar um site, é importante entender como os mecanismos de busca funcionam. Nesta etapa você aprenderá os conceitos fundamentais que servirão de base para todo os restante do guia.

    1. O que significa SEO e o que é? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=38
    2. Quais são os 4 pilares do SEO?https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=46
    3. Qual a diferença entre SEO e SEM?https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=48
    4. Como funciona a Pesquisa do Google?https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=52

    Módulo 2 — Colocando o SEO em prática

    Agora que você conhece os fundamentos, é hora de aprender como aplicar o SEO em um site, construir autoridade digital e produzir conteúdos confiáveis.

    1. Como fazer o SEO do meu site? Guia completo para melhorar seu posicionamento no Google https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=40
    2. Como o Google avalia a credibilidade de um site? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=72
    3. E-E-A-T: por que experiência e autoridade são importantes? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=76
    4. O que é autoridade digital e como construí-la para aparecer no Google e nas Inteligências Artificiais https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=70

    Módulo 3 — A nova era das buscas

    A evolução da Inteligência Artificial mudou a forma como as pessoas pesquisam e como os mecanismos de busca apresentam respostas. Nesta etapa você entenderá essas mudanças.

    1. A busca mudou: não se trata apenas de cliques https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=56
    2. AEO não substitui o SEO. https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=54
    3. Qual é a diferença entre SEO, AEO, GEO e LLMO? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=58
    4. Gemini, do Google: o que é e por que essa IA é importante? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=60

    Módulo 4 — SEO para Inteligência Artificial

    Conheça as estratégias que ajudam empresas a aparecerem nas respostas do Google AI Overviews, ChatGPT, Gemini e outros sistemas de IA.

    1. Como produzir conteúdo que o Google e as inteligências artificiais utilizam como referência? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=80
    2. Como as Inteligências Artificiais escolhem quais empresas citar nas respostas? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=28
    3. Como obter tráfego de buscas com IA e aumentar a visibilidade da sua marca? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=50
    4. Por que o posicionamento de marca agora é uma variável de busca da IA? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=90

    Módulo 5 — Estratégia e crescimento

    Depois de dominar os fundamentos técnicos, chegou o momento de transformar conhecimento em resultados por meio de uma estratégia consistente de posicionamento digital.

    1. Como criar uma estratégia de posicionamento digital para toda a jornada do cliente? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=68
    2. Seu cliente não compra de você na primeira visita. https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=66
    3. Onde seus clientes procuram informações antes de comprar? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=64
    4. Seu site é sua vitrine digital? https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=84

    Módulo 6 – Estudos de Caso

    Depois de compreender os fundamentos do SEO, da Inteligência Artificial e das estratégias de posicionamento digital, é hora de ver como esses conceitos são aplicados em projetos reais.

    Nesta etapa, você encontrará experiências, aprendizados e decisões tomadas durante o desenvolvimento de sites e estratégias de SEO, mostrando como a teoria se transforma em resultados na prática.

    21. Depois de desenvolver sete sites, entendi: https://karenmidiadigital.com.br/blog/?p=5


    Michelle Karen, 31 de julho de 2026.