Tag: SEO

  • Como ser citado pelas Inteligências Artificiais?

    Como ser citado pelas Inteligências Artificiais?

    Série: SEO com IA — o que significa essa fusão?
    Artigo 4

    Nos artigos anteriores desta série, percorremos três etapas.

    Primeiro, entendemos como funciona a busca por Inteligência Artificial e como uma pergunta pode gerar diversas consultas antes da construção de uma resposta.

    Depois, fizemos a análise de lacunas da marca: onde meus concorrentes aparecem e minha empresa não?

    No terceiro artigo, entramos na pesquisa de palavras-chave e prompts, buscando entender o que as pessoas realmente perguntam às Inteligências Artificiais.

    Agora chegamos a uma das perguntas mais importantes desta série:

    Como fazer uma marca ser citada pelas Inteligências Artificiais?

    Quando alguém pergunta ao ChatGPT, Gemini, Perplexity ou a outro sistema sobre determinado produto, empresa ou serviço, diferentes fontes podem participar da construção daquela resposta.

    Isso cria uma nova preocupação para quem trabalha com SEO, Marketing Digital e posicionamento de marca.

    Antes, nosso objetivo estava muito concentrado em aparecer nos resultados de pesquisa e conquistar o clique.

    Agora também precisamos pensar:

    Minha marca está presente nas fontes e nos conteúdos que ajudam as Inteligências Artificiais a construir suas respostas?

    E não existe um truque para conseguir isso.

    Ser citado começa muito antes da citação.

    Começa na construção da presença digital.

    Ser citado começa pelo conteúdo do próprio site

    A primeira pergunta que eu faria é:

    Meu site realmente possui informações que merecem ser utilizadas como referência?

    Muitas empresas possuem um site, mas isso não significa que tenham construído autoridade sobre os assuntos relacionados ao seu mercado.

    Às vezes encontramos páginas com duas ou três frases sobre um serviço.

    Em outros casos, existem dezenas de artigos, mas vários estão desatualizados ou tratam os assuntos superficialmente.

    Por isso, produzir cada vez mais conteúdo não deve ser o único objetivo.

    Precisamos pensar em qualidade, profundidade, clareza e atualização.

    Conteúdo atualizado importa

    Um dos pontos que anotei durante o estudo que deu origem a esta série foi a importância da atualização.

    A orientação da Ahrefs que serviu de base para minhas anotações chama atenção especialmente para conteúdos que permanecem períodos longos sem revisão.

    Mas atualizar não significa simplesmente abrir um artigo antigo, trocar a data e publicá-lo novamente.

    É preciso verificar:

    • se as informações continuam corretas;
    • se as ferramentas mencionadas ainda existem;
    • se os exemplos ainda fazem sentido;
    • se os links continuam funcionando;
    • se existem novas informações;
    • se alguma recomendação ficou ultrapassada;
    • se aquele conteúdo ainda responde à intenção da pesquisa.

    A própria Ahrefs tem chamado atenção para a relação entre freshness, rankings e visibilidade em respostas produzidas por IA.

    Conteúdo atualizado não significa conteúdo com uma data nova. Significa informação que continua útil.

    Não escreva apenas para aumentar o número de palavras

    Durante muito tempo, criou-se no SEO uma associação entre conteúdos extensos e conteúdos melhores.

    Mas tamanho não substitui qualidade.

    Um artigo de 3.000 palavras pode dizer muito pouco.

    Enquanto isso, uma resposta com alguns parágrafos pode solucionar exatamente a dúvida de quem pesquisou.

    Nas minhas anotações, a orientação macro ficou resumida em três pontos:

    manter o conteúdo focado, manter o conteúdo atualizado e utilizar formatos que possam ser interpretados e reutilizados com clareza.

    É isso que devemos buscar.

    O formato do conteúdo também importa

    Alguns formatos ajudam a organizar melhor a informação.

    Entre os que anotei durante o estudo estão:

    • listas;
    • melhores opções;
    • principais ferramentas;
    • principais estratégias;
    • avaliações;
    • comparativos;
    • perguntas e respostas.

    Isso não significa transformar todos os artigos em listas.

    Significa estruturar a informação.

    Por exemplo, um artigo sobre SEO para pequenas empresas pode conter:

    O que é SEO para pequenas empresas?

    5 erros de SEO que pequenas empresas cometem

    Principais ferramentas para começar

    SEO ou tráfego pago: qual escolher?

    Perguntas frequentes

    Agora temos diferentes blocos de informação dentro do mesmo tópico.

    E isso nos leva a uma técnica interessante.

    BLUF: entregue a resposta primeiro

    BLUF significa Bottom Line Up Front.

    A lógica é simples:

    primeiro a resposta. Depois a explicação.

    Imagine que alguém pergunte:

    O que é SEO local?

    Eu poderia começar falando sobre a história do Google, sobre como os mecanismos de busca evoluíram e somente depois explicar o conceito.

    Ou poderia começar assim:

    SEO local é o conjunto de estratégias utilizadas para melhorar a visibilidade de uma empresa em pesquisas relacionadas a determinada localização.

    Pronto.

    A pergunta foi respondida.

    Agora eu posso aprofundar.

    Essa estrutura facilita a leitura e deixa muito claro qual informação aquela seção está entregando. A técnica BLUF aparece entre as quatro orientações específicas registradas nas minhas anotações para esta etapa da série.

    Conteúdo atômico: cada seção precisa funcionar sozinha

    Outro conceito que anotei foi o conteúdo atômico.

    Imagine um artigo dividido em dez seções.

    Cada seção deve conseguir transmitir sua ideia principal mesmo quando analisada separadamente.

    Por exemplo:

    Quem pode criar um Perfil da Empresa no Google?

    A resposta precisa estar naquela seção.

    O leitor não deveria precisar voltar cinco parágrafos para entender do que estou falando.

    Isso também é importante porque os sistemas podem processar partes de uma página, e o autor não controla exatamente em qual contexto determinado fragmento será utilizado.

    Por isso:

    uma seção = uma ideia clara.

    Escreva utilizando entidades claras

    Aqui entramos em outro ponto interessante: entidades.

    Uma entidade pode ser uma pessoa, empresa, organização, lugar, produto ou conceito identificável.

    Nas minhas anotações, separei alguns exemplos relacionados à própria Karen Mídia Digital:

    • Karen Mídia Digital;
    • SEO;
    • Marketing Digital;
    • Perfil da Empresa no Google;
    • Google Meu Negócio;
    • Google Search Console;
    • Goiânia;
    • Aparecida de Goiânia;
    • pequenas empresas;
    • negócios locais.

    Mas isso não significa simplesmente repetir esses termos no artigo.

    O que importa é estabelecer relações entre eles.

    Por exemplo:

    A Karen Mídia Digital trabalha com SEO e estratégias de Marketing Digital voltadas ao fortalecimento da presença online de pequenas empresas e negócios locais.

    Existe uma relação clara entre:

    marca → serviço → especialidade → público.

    É muito diferente de espalhar palavras-chave pelo texto sem contexto.

    Uma ideia por frase

    Outra orientação das minhas anotações é extremamente simples:

    escreva de maneira declarativa.

    Uma ideia por frase.

    Sujeito, verbo e objeto sempre que isso tornar a informação mais clara.

    Se precisamos ler uma frase duas ou três vezes para entender o que ela quer dizer, talvez seja melhor reescrevê-la.

    Isso não significa empobrecer o texto.

    Significa eliminar complexidade desnecessária.

    Ser mencionado e ser citado não são exatamente a mesma coisa

    Essa diferença é importante.

    Uma IA pode mencionar uma empresa dentro de uma resposta sem apresentar o site daquela empresa como fonte.

    Por outro lado, uma página pode aparecer entre as fontes utilizadas para sustentar determinada informação.

    Por isso, quando começamos a medir presença nas Inteligências Artificiais, precisamos observar diferentes indicadores.

    Entre eles:

    Menção: quando a marca aparece na resposta.

    Citação: quando uma página ou domínio aparece como fonte.

    Esse tipo de diferenciação já aparece nas metodologias atuais de análise de visibilidade em IA, inclusive em ferramentas voltadas a acompanhar menções, citações e participação das marcas nas respostas.

    O seu próprio site não é suficiente

    Aqui está uma das partes que considero mais importantes.

    Grande parte do trabalho relacionado ao AEO não acontece somente dentro do próprio site.

    Também envolve aquilo que outras fontes dizem sobre a marca.

    Nas minhas anotações, dividi essas oportunidades em diferentes grupos.

    Editoriais de terceiros

    Podem incluir:

    • publicações do setor;
    • sites de avaliação;
    • listas;
    • comparativos;
    • blogs de autoridade.

    Imagine duas empresas.

    A primeira possui um site excelente, mas praticamente ninguém fala sobre ela fora daquele domínio.

    A segunda possui um bom site e também aparece em entrevistas, avaliações, artigos, comparativos e outros conteúdos relacionados ao seu mercado.

    A segunda empresa possui um conjunto maior de referências externas sobre sua existência e atuação.

    Comunidades também fazem parte desse ecossistema

    Nas anotações também aparecem:

    • comunidades;
    • Reddit;
    • Quora;
    • fóruns de nicho.

    Mas existe um detalhe fundamental:

    a ideia não é manipular essas plataformas.

    Não estou falando em entrar em comunidades e começar a espalhar links da empresa.

    Isso provavelmente faria mais mal do que bem.

    Estou falando de participação legítima.

    Responder perguntas.

    Compartilhar conhecimento.

    Participar de conversas.

    Ajudar pessoas.

    Construir presença.

    Essa orientação de participação autêntica também faz parte das anotações originais da série.

    E as propriedades da própria marca?

    Além do site, uma empresa pode construir outras fontes de informação.

    Entre elas:

    • canal no YouTube;
    • podcast;
    • LinkedIn;
    • blog;
    • site institucional.

    Eu gosto de pensar nisso como um ecossistema.

    Um artigo pode gerar um vídeo.

    O vídeo pode gerar uma publicação no LinkedIn.

    Uma pergunta recebida no LinkedIn pode gerar um novo artigo.

    O artigo pode responder a uma pergunta que depois aparece no Google.

    Em vez de produzir conteúdos isolados, começamos a construir tópicos associados à marca.

    O consenso também importa

    Existe uma ideia central nas minhas anotações:

    quanto mais lugares relevantes apresentarem informações consistentes sobre uma marca, mais referências existem para que os sistemas consigam reconhecê-la.

    Isso ajuda a explicar por que presença digital é muito maior do que possuir Instagram ou site.

    Sua empresa existe em quantos lugares?

    E, principalmente:

    esses lugares dizem coisas consistentes sobre ela?

    Se o site diz uma coisa, o Perfil da Empresa no Google (Google Meu Negócio) apresenta outra, o LinkedIn possui informações antigas e outros diretórios apresentam dados diferentes, temos um problema de consistência.

    Não ignore o YouTube

    O YouTube recebeu uma seção própria nas minhas anotações.

    A razão é simples: vídeo também é informação.

    Tutoriais, análises, demonstrações, entrevistas, perguntas e respostas podem ampliar muito a quantidade de conteúdo associado a uma empresa e aos assuntos sobre os quais ela trabalha.

    Para uma estratégia de Marketing Digital, isso significa que o YouTube não precisa ser tratado apenas como uma rede para conseguir visualizações.

    Ele pode funcionar como parte da biblioteca de conhecimento da marca.

    E um ponto importante: minhas anotações originais traziam estatísticas específicas sobre citações do YouTube e treinamento de modelos. Como as próprias regras que defini para esta série determinam que números só sejam publicados depois de conferir fonte, data e contexto, prefiro não transformar essas duas anotações em estatísticas neste artigo sem a comprovação adequada.

    E se a Inteligência Artificial não conseguir acessar meu site?

    Agora entramos em uma questão técnica.

    Um site pode possuir regras relacionadas ao acesso de diferentes rastreadores.

    Um dos lugares que podemos verificar é:

    seudominio.com/robots.txt

    O Google explica oficialmente que o arquivo robots.txt é utilizado principalmente para gerenciar o tráfego de rastreadores e indicar quais partes de um site podem ou não ser rastreadas.

    Nas minhas anotações, registrei quatro nomes que merecem atenção:

    • GPTBot;
    • OAI-SearchBot;
    • ClaudeBot;
    • Google-Extended.

    Mas existe uma diferença importante entre eles.

    Por exemplo, a documentação oficial da OpenAI explica que o OAI-SearchBot está relacionado à descoberta de conteúdo para os resultados de busca do ChatGPT, enquanto o GPTBot possui outra finalidade. Para publishers que desejam que seu conteúdo possa aparecer nos resultados de busca do ChatGPT, a configuração do OAI-SearchBot é particularmente relevante.

    Isso mostra por que não devemos simplesmente copiar regras de robots.txt encontradas na internet.

    Encontrou o nome do bot? Não altere imediatamente

    Esse cuidado já estava registrado nas minhas próprias anotações.

    A simples presença de GPTBot, OAI-SearchBot, ClaudeBot ou Google-Extended no robots.txt não significa automaticamente que existe um bloqueio problemático.

    Precisamos analisar a regra completa.

    Portanto, o processo seria:

    1. acessar o robots.txt;
    2. procurar regras relacionadas aos rastreadores;
    3. entender o que aquelas regras determinam;
    4. somente depois decidir se alguma alteração é necessária.

    Em configuração técnica, adivinhar costuma ser uma péssima estratégia.

    As quatro frentes para construir presença nas IAs

    Depois de todo esse estudo, consegui organizar essa etapa em quatro grandes frentes.

    1. Conteúdo

    Produzir informações úteis, claras, focadas e atualizadas.

    2. Menções externas

    Construir presença legítima em outras fontes relacionadas ao mercado.

    3. YouTube e propriedades da marca

    Transformar conhecimento em diferentes formatos e ampliar os lugares onde aquela informação existe.

    4. Configuração técnica

    Garantir que decisões técnicas do site estejam alinhadas à estratégia de rastreamento e presença desejada.

    Essas são exatamente as quatro frentes que registrei no planejamento original desta série.

    Perguntas frequentes

    Posso garantir que o ChatGPT citará minha empresa?

    Não.

    Nenhuma estratégia séria pode garantir que uma empresa será citada em uma resposta específica.

    Podemos trabalhar para aumentar sua presença, autoridade, clareza e relevância.

    Preciso criar artigos enormes?

    Não.

    O conteúdo deve ter o tamanho necessário para responder bem ao assunto.

    Quantidade de palavras não substitui qualidade da informação.

    Devo atualizar artigos antigos?

    Sim, principalmente quando informações, ferramentas, exemplos, links ou recomendações ficaram desatualizados.

    Mas atualizar significa melhorar a informação, e não simplesmente trocar a data.

    Preciso estar em outros sites?

    Construir menções externas relevantes faz parte de uma presença digital mais ampla.

    Entrevistas, publicações, avaliações, comparativos, comunidades e outros ambientes podem fazer parte dessa construção.

    Preciso criar um canal no YouTube?

    Não é obrigatório.

    Mas o vídeo pode ampliar a presença de uma empresa e permitir que o conhecimento da marca exista em outros formatos.

    Preciso liberar todos os bots no robots.txt?

    Não existe uma resposta única.

    Cada rastreador possui uma finalidade e cada empresa precisa decidir qual acesso deseja permitir. Por isso, é necessário entender a configuração antes de alterá-la.

    SEO ainda importa com o crescimento das Inteligências Artificiais?

    Sim.

    E esse talvez seja um dos principais aprendizados desta série.

    SEO continua sendo a base.

    A busca por IA amplia os ambientes nos quais essa autoridade e esse conteúdo podem aparecer.

    Conclusão

    Como ser citado pelas Inteligências Artificiais?

    Depois de estudar esse assunto, percebo que a resposta é muito menos misteriosa do que parece.

    Não existe um truque.

    Existe construção.

    Conteúdo.

    SEO.

    Atualização.

    Clareza.

    Entidades.

    Menções externas.

    YouTube.

    Consistência.

    Configuração técnica.

    E autoridade construída ao longo do tempo.

    Para pequenas empresas, profissionais autônomos, prestadores de serviços e negócios locais, isso significa que não precisamos tentar dominar toda a internet.

    Precisamos construir presença nos lugares certos.

    E deixar cada vez mais clara uma relação:

    quem é a sua marca + o que ela faz + para quem ela faz + sobre quais assuntos possui autoridade.

    É assim que SEO, Marketing Digital, mídia digital e Inteligência Artificial começam a trabalhar juntos dentro de uma estratégia maior de posicionamento.

    E depois de construir essa presença, surge a última pergunta da série:

    Como saber se tudo isso está realmente funcionando?

    É isso que veremos no próximo artigo:

    SEO com IA: como medir o que está funcionando?


    Referências e fontes consultadas

    Ahrefs — fonte principal utilizada nas anotações que deram origem à série SEO com IA. O material-base da série foi organizado a partir do vídeo da Ahrefs indicado nas anotações originais.

    Google Search Central — documentação oficial sobre rastreamento, indexação e funcionamento do arquivo robots.txt.

    OpenAI — documentação oficial para publishers e desenvolvedores sobre OAI-SearchBot, GPTBot, descoberta de conteúdo e busca no ChatGPT.

    Semrush — estudos e materiais sobre AI Search, presença de marca, menções, citações e otimização de conteúdo para ambientes de Inteligência Artificial.

    Ahrefs — pesquisas e materiais complementares sobre SEO, conteúdo atualizado, AI Overviews, visibilidade e citações em mecanismos de busca com IA.



    Michelle Karen, 09 de Agosto de 2026

  • Pesquisa de palavras-chave e prompts: como descobrir o que as pessoas realmente perguntam às Inteligências Artificiais ?

    Pesquisa de palavras-chave e prompts: como descobrir o que as pessoas realmente perguntam às Inteligências Artificiais ?

    Terceiro artigo da Série: SEO com IA — o que significa essa fusão?

    Tempo estimado de leitura: 7 minutos

    Nos dois primeiros artigos desta série, eu percorri duas etapas importantes.

    Primeiro, mostrei como uma pergunta feita a uma Inteligência Artificial pode se desdobrar em diversas pesquisas menores antes que uma resposta seja construída.

    Depois, falei sobre a análise de lacunas da marca: descobrir onde os concorrentes aparecem, quais assuntos estão ocupando e onde a nossa marca ainda está ausente.

    Agora chegamos à terceira etapa:

    O que as pessoas realmente pesquisam — e perguntam — quando usam Inteligência Artificial?

    Essa mudança é importante porque pesquisar no Google e conversar com uma IA não são exatamente a mesma coisa.

    No Google, alguém pode digitar:

    SEO pequenas empresas

    Em uma Inteligência Artificial, a mesma pessoa pode perguntar:

    Como uma pequena empresa pode começar a fazer SEO sem investir muito?

    Ou:

    Tenho uma pequena empresa em Goiânia e meu site não aparece no Google. O que devo melhorar primeiro?

    Ou ainda:

    Quais são as melhores estratégias para uma empresa local aparecer no Google e nas respostas de Inteligência Artificial?

    A intenção pode ser parecida.

    A forma de pesquisar mudou.

    E é justamente por isso que a pesquisa de palavras-chave continua importante, mas precisa conversar com a pesquisa de perguntas e prompts.

    As palavras-chave acabaram por causa da IA?

    Não.

    Esse é um ponto que considero importante deixar claro.

    SEO com IA não significa abandonar palavras-chave.

    Elas continuam ajudando a compreender os assuntos que as pessoas pesquisam, a intenção por trás dessas pesquisas e os tópicos que um site precisa desenvolver.

    O que mudou é que agora podemos partir de uma palavra-chave e expandi-la para perguntas muito mais específicas.

    Por exemplo:

    SEO

    pode se transformar em:

    • O que é SEO?
    • Como fazer SEO?
    • SEO funciona para pequenas empresas?
    • Quanto tempo demora para SEO dar resultado?
    • Quais são as melhores ferramentas de SEO?
    • Como fazer SEO para uma empresa local?
    • Vale a pena investir em SEO?
    • SEO ajuda a aparecer nas respostas de IA?

    Observe que não estamos falando de oito assuntos completamente diferentes.

    Estamos ampliando um tópico.

    Isso é especialmente importante quando lembramos do conceito de query fan-out, abordado no primeiro artigo desta série.

    Uma pergunta pode levar um sistema de IA a buscar diferentes informações relacionadas antes de construir sua resposta.

    Portanto:

    quanto melhor eu compreendo o tópico e as perguntas que existem ao redor dele, melhor consigo planejar meu conteúdo.

    O que são modificadores de palavras-chave?

    Uma maneira simples de expandir uma pesquisa é trabalhar com modificadores.

    São palavras ou expressões que transformam um assunto amplo em uma pesquisa mais específica.

    Alguns exemplos:

    • como fazer;
    • o que é;
    • vantagens;
    • benefícios;
    • passo a passo;
    • vale a pena;
    • quanto custa;
    • melhores;
    • principais;
    • avaliações;
    • para iniciantes;
    • para pequenas empresas.

    Vamos pegar uma palavra-chave como:

    Perfil da Empresa no Google

    Agora acrescentamos modificadores:

    Como criar um Perfil da Empresa no Google?

    Quais são os benefícios do Perfil da Empresa no Google?

    Perfil da Empresa no Google vale a pena para pequenas empresas?

    Quais são as melhores estratégias para otimizar um Perfil da Empresa no Google?

    Quanto custa criar um Perfil da Empresa no Google?

    Perceba o que aconteceu.

    Uma única palavra-chave começou a revelar diferentes intenções e possibilidades de conteúdo.

    E onde entram os prompts?

    Um prompt pode trazer muito mais contexto do que uma busca tradicional.

    Imagine uma pessoa pesquisando:

    site para empresa

    Agora compare com:

    Tenho uma pequena empresa de serviços e consigo clientes principalmente pelo Instagram. Vale a pena criar um site para aparecer no Google?

    A segunda pesquisa fornece muito mais informações.

    Sabemos que:

    • é uma pequena empresa;
    • trabalha com serviços;
    • utiliza Instagram;
    • quer conquistar clientes;
    • está considerando criar um site;
    • deseja aparecer no Google.

    Para uma estratégia de Marketing Digital, isso é extremamente valioso.

    Os prompts ajudam a revelar não apenas o que a pessoa procura, mas o problema, o contexto e muitas vezes a etapa da decisão em que ela se encontra.

    Como eu posso pesquisar palavras-chave e prompts?

    Eu começaria com as palavras centrais do negócio.

    No caso da Karen Mídia Digital, por exemplo:

    • SEO;
    • Marketing Digital;
    • posicionamento digital;
    • Inteligência Artificial;
    • criação de sites;
    • Perfil da Empresa no Google;
    • palavras-chave;
    • presença digital;
    • negócios locais;
    • mídia digital.

    Depois, começaria a expandir cada tópico.

    Uma estrutura simples seria:

    Palavra-chave + problema + público + intenção

    Por exemplo:

    SEO + aparecer no Google + pequenas empresas + como fazer

    Isso pode gerar:

    Como fazer SEO para uma pequena empresa aparecer no Google?

    Outro exemplo:

    Perfil da Empresa no Google + negócio local + vantagem

    Pode gerar:

    Quais são as vantagens do Perfil da Empresa no Google para um negócio local?

    E podemos continuar.

    Inteligência Artificial + Marketing Digital + pequena empresa:

    Como uma pequena empresa pode usar Inteligência Artificial no Marketing Digital?

    Site + negócio local + clientes:

    Um negócio local precisa de site para conseguir mais clientes?

    Agora começamos a construir não apenas uma lista de palavras-chave, mas um mapa de perguntas reais que podem se transformar em conteúdo.

    A intenção da pesquisa continua importante

    Nem toda pessoa que pesquisa está procurando a mesma coisa.

    Por isso, eu também separaria as ideias por intenção.

    Intenção informacional

    A pessoa quer aprender.

    Exemplos:

    O que é SEO?

    Como funciona o Perfil da Empresa no Google?

    O que é posicionamento digital?

    Intenção comercial

    A pessoa já está avaliando soluções.

    Exemplos:

    Melhores ferramentas de SEO para pequenas empresas

    Vale a pena contratar uma empresa de Marketing Digital?

    SEO ou Google Ads: qual escolher?

    Intenção local

    Existe uma localização envolvida na necessidade.

    Exemplos:

    Empresa de SEO em Goiânia

    Marketing Digital em Aparecida de Goiânia

    Como aparecer nas pesquisas locais do Google?

    Intenção transacional

    A pessoa está mais próxima de realizar uma ação ou contratar.

    Exemplos:

    Quanto custa criar um site para pequena empresa?

    Quanto custa contratar SEO?

    Empresa para otimizar Perfil da Empresa no Google

    Essa separação é importante porque nem todo conteúdo precisa cumprir a mesma função dentro da jornada do cliente.

    A IA consegue responder completamente à pergunta?

    Essa é outra pergunta que eu faria durante a pesquisa.

    Imagine alguém procurando:

    O que é SEO?

    Uma Inteligência Artificial consegue fornecer uma explicação bastante completa sem que a pessoa necessariamente precise visitar um site.

    Agora pense em:

    Qual empresa pode analisar por que meu negócio não aparece no Google?

    A situação muda.

    Existe uma necessidade mais específica e potencialmente comercial.

    Por isso, ao escolher um assunto, eu perguntaria:

    A IA consegue satisfazer plenamente essa intenção dentro da própria resposta?

    Se a resposta for sim, isso não significa que devemos abandonar aquele conteúdo.

    Significa que talvez o objetivo precise mudar.

    Em determinadas pesquisas, além de tentar conquistar o clique, precisamos trabalhar para que nossa marca seja uma das fontes, entidades ou referências utilizadas na construção da resposta.

    Então não devemos mais pensar apenas em cliques?

    Exatamente.

    O clique continua sendo extremamente importante.

    Tráfego orgânico continua importando.

    Conversões continuam importando.

    Posicionamento no Google continua importando.

    Porém, existe uma nova camada.

    Ser mencionado também pode ter valor.

    Imagine alguém perguntando repetidamente a diferentes ferramentas:

    Quais são as melhores estratégias de Marketing Digital para pequenas empresas?

    Se determinada marca começa a aparecer associada a esse assunto, existe construção de presença e reconhecimento.

    É por isso que SEO, AEO e estratégias voltadas à busca por IA precisam trabalhar em conjunto.

    Como transformar essa pesquisa em um calendário de conteúdo?

    Depois de levantar palavras-chave, modificadores, perguntas e prompts, eu organizaria tudo.

    Por exemplo:

    Tema principal: SEO

    Perguntas:

    • O que é SEO?
    • Como fazer SEO?
    • SEO funciona para pequenas empresas?
    • Como fazer SEO local?
    • Quanto custa SEO?
    • Quanto tempo SEO demora para funcionar?
    • Como SEO ajuda nas respostas de IA?

    Formatos possíveis:

    • artigo;
    • guia;
    • tutorial;
    • perguntas frequentes;
    • comparativo;
    • vídeo;
    • carrossel;
    • estudo de caso.

    Depois repetiria o processo para outros pilares.

    Dessa maneira, uma pesquisa de palavras-chave deixa de produzir apenas uma lista de termos.

    Ela começa a construir uma estratégia editorial.

    E isso também evita outro problema comum no Marketing Digital:

    produzir conteúdo simplesmente porque surgiu uma ideia naquele dia.

    Um prompt para começar sua própria pesquisa

    Uma pequena empresa pode utilizar a própria Inteligência Artificial para ajudar a organizar essa etapa.

    Um exemplo:

    Estou fazendo uma pesquisa de palavras-chave para uma empresa especializada em [SERVIÇO].

    Meu público é formado por [PÚBLICO].

    Liste palavras-chave principais relacionadas ao negócio e combine essas palavras com modificadores como: como fazer, o que é, vantagens, benefícios, passo a passo, vale a pena, quanto custa, melhores, principais, avaliações, para iniciantes e para pequenas empresas.

    Depois, transforme essas combinações em perguntas e prompts que uma pessoa poderia fazer no Google ou em uma Inteligência Artificial.

    Separe os resultados por intenção informacional, comercial, local e transacional.

    Por fim, sugira formatos de conteúdo adequados para cada intenção.

    Esse resultado não deve ser tratado como uma pesquisa pronta.

    Ele é um ponto de partida.

    Depois, as ideias precisam ser analisadas, comparadas com dados reais, concorrentes, resultados do Google e com as necessidades do público.

    Perguntas frequentes

    As palavras-chave ainda são importantes no SEO com IA?

    Sim. Elas continuam sendo fundamentais para compreender tópicos, intenção de busca e demanda. A diferença é que agora também precisamos observar perguntas mais longas, linguagem conversacional e prompts contextualizados.

    O que é um prompt na pesquisa por IA?

    É uma instrução ou pergunta enviada a uma Inteligência Artificial. Um prompt pode conter contexto, objetivo, restrições e detalhes que normalmente não aparecem em uma pesquisa curta tradicional.

    Devo criar um artigo para cada palavra-chave?

    Não necessariamente.

    Palavras diferentes podem fazer parte da mesma intenção e do mesmo tópico. Criar vários conteúdos quase idênticos pode fragmentar a estratégia.

    O objetivo é compreender o assunto como um todo.

    Posso usar Inteligência Artificial para fazer pesquisa de palavras-chave?

    Sim, principalmente para gerar ideias, modificadores, perguntas, agrupamentos e possibilidades de conteúdo.

    Entretanto, a IA não deve ser a única fonte da pesquisa. Dados de ferramentas de SEO, resultados do Google, concorrentes e comportamento real do público continuam importantes.

    É melhor escrever para o Google ou para a Inteligência Artificial?

    Essa separação pode levar a uma estratégia ruim.

    O conteúdo precisa ser útil para pessoas, compreensível para mecanismos de busca e estruturado de maneira que sistemas de IA também consigam interpretar suas informações.

    SEO continua sendo a base. A busca por IA amplia o ambiente em que esse conteúdo pode ser encontrado e utilizado.

    Conclusão

    A pesquisa de palavras-chave não morreu.

    Ela evoluiu.

    Agora, além de descobrir o que as pessoas pesquisam, precisamos compreender como elas perguntam, qual contexto fornecem e o que realmente querem resolver.

    Palavras-chave nos mostram os tópicos.

    Modificadores revelam novas intenções.

    Perguntas mostram dúvidas.

    Prompts acrescentam contexto.

    E, juntos, esses elementos ajudam a construir uma estratégia de conteúdo muito mais ampla para Google, Marketing Digital e mecanismos de busca baseados em Inteligência Artificial.

    Depois de compreender como a busca por IA funciona, analisar as lacunas da marca e descobrir quais palavras-chave, perguntas e prompts precisamos trabalhar, chegamos à próxima etapa:

    Como fazer para que a Inteligência Artificial encontre, compreenda e cite nosso conteúdo?

    Esse será o tema do próximo artigo da série:

    Como ser citado pelas Inteligências Artificiais?


    Michelle Karen, fundadora da Karen Mídia Digital.
    08 de agosto de 2026

  • Análise de lacunas da marca: onde seus concorrentes aparecem e você não?

    Análise de lacunas da marca: onde seus concorrentes aparecem e você não?

    Série: SEO com IA — o que significa essa fusão?

    Artigo 2 da Série

    No primeiro artigo desta série, eu expliquei como funciona a busca por Inteligência Artificial e por que uma única pergunta pode se transformar em diversas consultas antes de uma resposta ser construída.

    Agora surge uma pergunta ainda mais importante:

    Quando alguém pesquisa sobre aquilo que sua empresa oferece, quem aparece: você ou seus concorrentes?

    Essa pergunta está no centro da análise de lacunas da marca, ou Brand Gap Analysis.

    Durante muito tempo, no SEO, analisamos principalmente palavras-chave, posições no Google, backlinks e tráfego orgânico. Esses indicadores continuam importantes. Porém, com a expansão da busca por IA, precisamos ampliar a análise.

    Hoje, eu não quero saber apenas se uma empresa está aparecendo no Google.

    Quero descobrir:

    • Ela aparece nas respostas das Inteligências Artificiais?
    • É mencionada quando alguém pede recomendações?
    • O site é utilizado como fonte?
    • Concorrentes aparecem em perguntas nas quais essa empresa não aparece?
    • Outros sites mencionam a marca?
    • O Perfil da Empresa no Google está completo?
    • A empresa está presente em vídeos, redes sociais e outras fontes que ajudam a construir sua autoridade digital?

    É justamente aqui que começa a análise de lacunas da marca.

    O que é uma análise de lacunas da marca?

    De maneira simples, uma lacuna é a distância entre a presença digital que uma marca possui hoje e a presença que poderia ou deveria possuir.

    Imagine uma pequena empresa que presta determinado serviço.

    Ela tem site, Instagram e um Perfil da Empresa no Google. À primeira vista, parece possuir uma boa presença digital.

    Mas então começamos a pesquisar.

    No Google, três concorrentes aparecem repetidamente para pesquisas importantes do setor.

    Quando fazemos perguntas relacionadas ao serviço no ChatGPT, Gemini ou outras ferramentas de IA, esses mesmos concorrentes são mencionados.

    Em artigos comparativos publicados por terceiros, novamente encontramos os concorrentes.

    No YouTube, existem vídeos relacionados ao assunto, mas nenhum conteúdo da empresa.

    Então encontramos uma lacuna.

    Ter presença digital não significa necessariamente ocupar os espaços digitais onde as decisões estão acontecendo.

    A análise não começa olhando apenas para sua marca

    Um dos erros que percebo no Marketing Digital é analisar uma empresa isoladamente.

    Quantos acessos meu site recebeu?

    Quantas palavras-chave estão posicionadas?

    Quantas pessoas visualizaram meu Perfil da Empresa no Google?

    Quantos seguidores tenho?

    Essas informações são importantes, mas existe outra pergunta:

    Como esses resultados se comparam aos concorrentes?

    A Ahrefs trata justamente dessa questão em sua metodologia de Brand Gap Analysis.

    Entre as dimensões que podem ser analisadas estão lacunas de visibilidade, narrativa, tópicos, formatos, menções na web e demanda.

    Isso muda bastante a maneira de olhar para o SEO.

    O problema pode não ser simplesmente não aparecer.

    Pode ser não aparecer em um assunto específico no qual seus concorrentes já conquistaram espaço.

    Onde devo procurar essas lacunas?

    Eu começaria analisando diferentes pontos da presença digital da empresa.

    1. Resultados tradicionais do Google

    O SEO continua sendo uma das bases dessa análise.

    Pesquise os principais serviços, problemas e dúvidas relacionados ao negócio.

    Por exemplo, em vez de pesquisar apenas:

    marketing digital

    eu também analisaria:

    marketing digital para pequenas empresas

    como divulgar uma pequena empresa no Google

    como melhorar a presença digital da minha empresa

    empresa de SEO para negócio local

    como aparecer no Google

    A pergunta é:

    Quais concorrentes aparecem repetidamente e minha marca não?

    Essa diferença já revela oportunidades de conteúdo e posicionamento.

    2. Respostas produzidas por Inteligência Artificial

    Agora eu faria algo semelhante nos mecanismos e assistentes de IA.

    Em vez de testar somente o nome da empresa, faria perguntas relacionadas ao mercado.

    Por exemplo:

    Quais são as melhores estratégias de SEO para pequenas empresas?

    Como uma empresa local pode melhorar sua presença no Google?

    O que uma pequena empresa deve fazer para aparecer nas buscas por IA?

    Quais estratégias de Marketing Digital funcionam para negócios locais?

    Então observaria:

    Quais empresas, sites e fontes aparecem nessas respostas?

    E principalmente:

    Por que elas aparecem e minha marca não?

    Essa é uma mudança importante.

    Não estamos analisando somente ranking.

    Estamos analisando visibilidade da marca dentro da resposta.

    3. Menções e citações são coisas diferentes

    Essa distinção merece atenção.

    Uma IA pode mencionar determinada empresa sem fornecer um link para o site dela.

    Também pode utilizar uma página como fonte e citá-la.

    Por isso, ferramentas atuais de análise de visibilidade em IA passaram a observar diferentes indicadores.

    O Ahrefs Brand Radar, por exemplo, trabalha com métricas como:

    • menções;
    • citações;
    • impressões;
    • AI Share of Voice.

    A menção mostra quando uma marca aparece dentro de uma resposta gerada por IA.

    A citação indica quando o site aparece como fonte.

    Já o AI Share of Voice ajuda a observar a presença da marca em comparação com outras marcas.

    Isso nos leva a uma pergunta muito interessante:

    Seu concorrente está participando de uma conversa digital da qual sua empresa ainda está ausente?

    4. Sites de terceiros também fazem parte da análise

    Outro ponto que considero fundamental é olhar além do próprio site.

    Pesquise o nome dos concorrentes.

    Onde eles são mencionados?

    Existem:

    • artigos;
    • entrevistas;
    • diretórios;
    • avaliações;
    • listas;
    • comparativos;
    • portais;
    • blogs;
    • vídeos;
    • comunidades?

    Agora faça a mesma pesquisa com sua marca.

    A diferença entre esses resultados pode revelar uma lacuna de menções externas.

    Isso é especialmente importante porque construir autoridade digital não significa apenas publicar cada vez mais dentro do próprio domínio.

    A internet também precisa encontrar referências sobre sua marca fora da sua própria casa digital.

    5. Existe uma lacuna de conteúdo?

    Essa é uma das análises que considero mais úteis para pequenas empresas.

    Talvez seu concorrente tenha 30 artigos e sua empresa tenha 50.

    Isso, sozinho, não significa que você esteja melhor posicionada.

    Precisamos descobrir quais assuntos cada site cobre.

    Imagine que uma empresa produza dezenas de conteúdos sobre SEO, mas praticamente nada sobre SEO local.

    Enquanto isso, um concorrente possui guias, perguntas frequentes, vídeos e estudos sobre SEO local.

    Existe uma lacuna temática.

    Por isso, uma das perguntas que utilizo nessa análise é:

    Meu site aparece para o tópico inteiro ou apenas para algumas palavras-chave?

    Esse raciocínio será ainda mais importante no próximo artigo da série, quando entraremos na pesquisa de palavras-chave e prompts.

    6. E o Perfil da Empresa no Google?

    Para negócios locais, eu também incluiria o Perfil da Empresa no Google (Google Meu Negócio) nessa auditoria.

    Compare sua presença com empresas concorrentes.

    Observe se as informações estão completas e atualizadas, além da presença de fotos, avaliações, serviços e demais informações relevantes para o negócio.

    Depois, faça uma pergunta simples:

    Quando alguém encontra minha empresa e meus concorrentes no Google, qual deles transmite mais informações e confiança?

    Às vezes, a lacuna não está escondida em uma estratégia extremamente técnica.

    Ela está em informações incompletas, conteúdos desatualizados ou oportunidades básicas que nunca foram trabalhadas.

    Como ferramentas podem ajudar nessa análise?

    Não é necessário fazer toda a auditoria manualmente.

    A Ahrefs possui o Brand Radar, voltado justamente para acompanhar visibilidade de marcas em ambientes de IA e comparar a presença de uma empresa com concorrentes.

    A Semrush também possui ferramentas de visibilidade em IA capazes de comparar marcas e identificar tópicos e prompts nos quais concorrentes aparecem e determinada empresa não.

    Além disso, podemos utilizar ferramentas gratuitas do próprio Google para analisar parte desse cenário, principalmente o desempenho orgânico do site.

    E a própria Inteligência Artificial pode ajudar a organizar dados, criar tabelas comparativas, agrupar perguntas e encontrar padrões.

    Ferramentas de coleta de dados, como o Apify, também podem fazer parte de processos específicos de levantamento e comparação quando houver necessidade.

    Mas existe um ponto importante:

    A ferramenta coleta ou organiza dados. A estratégia começa quando conseguimos interpretar o que esses dados significam para a marca.

    Uma auditoria simples para pequenas empresas

    Se eu estivesse começando hoje a analisar uma pequena empresa, criaria uma tabela com quatro colunas:

    Consulta ou tópico | Minha marca aparece? | Qual concorrente aparece? | O que está faltando?

    Depois pesquisaria pelo menos:

    • principais serviços da empresa;
    • problemas que esses serviços resolvem;
    • perguntas frequentes dos clientes;
    • pesquisas locais;
    • comparações;
    • melhores opções;
    • avaliações;
    • dúvidas antes da contratação.

    Faria essa análise no Google e também em diferentes ambientes de IA.

    Aos poucos, começa a surgir um mapa.

    Talvez a empresa esteja forte no Google, mas praticamente invisível nas respostas de IA.

    Talvez apareça nas IAs, mas poucas vezes seja citada como fonte.

    Talvez tenha um ótimo site, mas quase nenhuma menção externa.

    Ou talvez tenha presença em vários canais, mas as informações sobre a marca sejam inconsistentes.

    É exatamente esse mapa que transforma uma percepção vaga de presença digital em uma estratégia.

    Perguntas frequentes

    O que é uma lacuna de marca?

    É uma diferença entre a presença que uma marca possui atualmente e os espaços, tópicos, formatos ou fontes nos quais ela poderia estar presente. A comparação com concorrentes ajuda a identificar essas oportunidades.

    Posso descobrir se minha empresa aparece nas respostas de IA?

    Sim. É possível realizar testes manualmente e utilizar ferramentas especializadas de monitoramento de visibilidade em IA. O importante é não testar apenas o nome da empresa, mas também perguntas e tópicos relacionados ao mercado em que ela atua.

    Preciso abandonar o SEO tradicional para fazer essa análise?

    Não.

    SEO com IA não elimina o SEO tradicional.

    A análise de palavras-chave, conteúdo, autoridade, estrutura técnica e presença nos resultados do Google continua sendo fundamental. O que estamos fazendo é ampliar a análise para novos ambientes de descoberta.

    Uma pequena empresa também precisa analisar concorrentes nas IAs?

    Sim.

    Aliás, essa análise pode revelar oportunidades interessantes justamente para empresas menores.

    Se grandes concorrentes ainda não estão presentes em determinados tópicos ou perguntas, existe espaço para construir conteúdo e autoridade antes que aquele ambiente fique ainda mais competitivo.

    Preciso pagar ferramentas para começar?

    Não necessariamente.

    É possível iniciar com pesquisas no Google, ferramentas gratuitas do Google, consultas em assistentes de IA e uma planilha.

    Ferramentas profissionais tornam a análise mais ampla e sistemática, mas o primeiro passo é entender o que procurar.

    Conclusão

    No primeiro artigo desta série, vimos que uma pergunta feita a uma Inteligência Artificial pode gerar diversas buscas e consultas antes da construção da resposta.

    Agora demos o segundo passo.

    Descobrimos onde nossa marca está presente e, principalmente, onde ela está ausente.

    A análise de lacunas mostra quais concorrentes estão conquistando espaço, quais tópicos ainda precisamos desenvolver, onde faltam menções externas e em quais ambientes nossa presença digital precisa ser fortalecida.

    Para pequenas empresas, profissionais autônomos, prestadores de serviços e negócios locais, isso significa deixar de produzir Marketing Digital apenas com base em intuição.

    Passamos a construir uma estratégia baseada em oportunidades reais.

    E agora surge a próxima pergunta:

    Se eu já descobri onde minha marca não aparece, quais palavras-chave, perguntas e prompts devo trabalhar para ocupar esses espaços?

    É exatamente isso que veremos no terceiro artigo da série:

    Pesquisa de palavras-chave e prompts: como descobrir o que as pessoas realmente perguntam às Inteligências Artificiais.

  • Série SEO com IA – Artigo 1

    Série SEO com IA – Artigo 1

    O que significa essa fusão?

    Artigo 1 — Como funciona a busca por IA?

    A busca por IA não procura apenas as palavras exatas digitadas pelo usuário. Ela interpreta a intenção, divide perguntas complexas em buscas menores, consulta diferentes fontes e reúne as informações em uma resposta sintetizada.

    Neste primeiro artigo da série, quero explicar como esse processo funciona e por que passei a considerar a busca por IA uma parte essencial das estratégias de SEO e Marketing Digital.

    Essa mudança ajuda a explicar por que aparecer bem para uma única palavra-chave já não é suficiente. Afinal, quando alguém faz uma pergunta ao ChatGPT, Gemini, Perplexity ou Modo IA do Google, o sistema pode investigar diferentes partes do assunto antes de produzir a resposta.

    Ao estudar esse tema, percebi que entender esse processo é essencial para pequenas empresas, profissionais autônomos, prestadores de serviços e negócios locais. A busca por Inteligência Artificial está transformando o SEO, o Marketing Digital e a maneira como construímos uma presença na mídia digital.

    Mas isso significa que o SEO tradicional deixou de funcionar? Não.

    O SEO continua sendo a base. O que mudou foi a amplitude da pesquisa e a forma como as informações podem ser selecionadas, combinadas e apresentadas ao usuário.

    O que é busca por IA?

    A busca por IA é um processo no qual sistemas de Inteligência Artificial interpretam uma pergunta, procuram informações relacionadas e produzem uma resposta organizada em linguagem natural.

    Em uma busca tradicional, o usuário geralmente digita uma palavra-chave e recebe uma página com links. Na busca com IA, ele pode apresentar uma necessidade completa, acrescentar detalhes, pedir comparações, solicitar avaliações ou continuar a conversa com novas perguntas.

    Para mostrar essa diferença, organizei alguns exemplos:

    Busca tradicional

    • Melhor agência de SEO em Goiânia.
    • Marketing Digital para pequenas empresas.
    • Como aparecer no Google.
    • Perfil da Empresa no Google.

    Busca por IA

    • Qual é a melhor estratégia de SEO para uma pequena empresa de Goiânia que ainda não aparece no Google?
    • Quais são as principais ações de Marketing Digital para um profissional autônomo atrair clientes locais?
    • Avalie minha presença digital e diga o que devo melhorar primeiro.
    • Como configurar o Perfil da Empresa no Google e integrá-lo ao site e às redes sociais?

    Eu percebo que as perguntas feitas à IA costumam trazer mais contexto. Consequentemente, a resposta também precisa considerar diferentes aspectos do problema.

    Neil Patel explica que a otimização para mecanismos generativos, conhecida como GEO, trabalha ao lado do SEO para tornar um conteúdo mais fácil de encontrar, compreender e citar. Portanto, não se trata de abandonar as palavras-chave. Trata-se de conectá-las a perguntas, necessidades, entidades e situações reais.

    O que é query fan-out?

    Query fan-out é a técnica pela qual uma pergunta principal é desdobrada em várias pesquisas menores e relacionadas.

    O próprio Google informa que o Modo IA e as Visões Gerais Criadas por IA podem realizar diversas buscas relacionadas, abrangendo subtópicos e diferentes fontes de dados. Dessa maneira, o sistema encontra páginas de apoio e desenvolve uma resposta mais completa. Google Search Central /Recursos de IA e seu site

    Quando assisti ao vídeo da Ahrefs que inspirou esta série, anotei um exemplo bastante claro:

    Uma pessoa pede que a IA planeje uma viagem de cinco dias ao Japão em novembro.

    Em vez de pesquisar somente essa frase, o sistema pode investigar:

    1. Melhores bairros para se hospedar em Tóquio.
    2. Principais atrações para uma viagem de cinco dias.
    3. Como é o clima no Japão em novembro.
    4. Quais roupas levar durante esse período.
    5. Melhores formas de transporte entre os pontos turísticos.
    6. Avaliações de hotéis e experiências locais.
    7. Custos médios de alimentação, hospedagem e deslocamento.

    Em seguida, a IA compara, organiza e sintetiza as informações encontradas.

    No mesmo vídeo, anotei um caso apresentado pela Ahrefs em que uma pesquisa avançada sobre a compra de uma capa de celular gerou 420 buscas. Para mim, esse exemplo mostra a dimensão que uma pergunta aparentemente simples pode alcançar nos bastidores.

    A principal consequência é direta: estar bem posicionado apenas para a palavra-chave principal pode não colocar sua marca diante de todas as consultas secundárias realizadas pela IA.

    Por que uma única palavra-chave pode não ser suficiente?

    Para explicar esse ponto, imaginei uma empresa que publicou somente um artigo com o título Marketing Digital para pequenas empresas.

    O texto pode ser bom e até conquistar uma posição relevante no Google. Entretanto, uma ferramenta de IA pode desdobrar esse tema em diversas perguntas:

    • Quanto custa o Marketing Digital para pequenas empresas?
    • Quais são as melhores estratégias para negócios locais?
    • Como integrar site, redes sociais e Perfil da Empresa no Google?
    • SEO funciona para profissionais autônomos?
    • Quais avaliações demonstram que uma agência é confiável?
    • Como medir os resultados de uma estratégia digital?
    • Vale a pena contratar uma consultoria de posicionamento digital?

    Se o site não desenvolve esses subtópicos, a Inteligência Artificial pode encontrar respostas melhores em outras fontes.

    Por isso, o trabalho de SEO com IA exige cobertura temática. A marca precisa demonstrar conhecimento sobre o assunto de maneira ampla, coerente e útil.

    A Semrush recomenda trabalhar perguntas claras, títulos organizados, respostas diretas e listas estruturadas. Esses formatos facilitam a leitura humana e ajudam os sistemas a identificar partes relevantes do conteúdo.

    Quais são os três principais fatores observados nas citações da IA?

    Ao acompanhar a análise apresentada pela Ahrefs, identifiquei e anotei três padrões principais: consenso, atualização e autoridade.

    1. Consenso

    Consenso significa que diferentes fontes apresentam informações compatíveis sobre a mesma empresa, pessoa, produto ou assunto.

    Por exemplo, se o site, o Perfil da Empresa no Google (Google Meu Negócio), o LinkedIn, as avaliações dos clientes e sites externos apresentam dados consistentes sobre uma empresa, a marca se torna mais fácil de reconhecer.

    Entretanto, consenso não significa repetir a mesma frase artificialmente em vários lugares. O objetivo é construir uma presença digital coerente, verdadeira e verificável.

    Para fortalecer esse sinal:

    • Mantenha nome, serviços e localização atualizados.
    • Publique conteúdos relacionados à sua área de atuação.
    • Conquiste avaliações reais de clientes.
    • Busque menções em fontes relevantes.
    • Apresente autoria, experiência e informações de contato.

    2. Atualização

    Conteúdos antigos não são automaticamente ruins. Porém, quando o assunto muda com rapidez, informações recentes podem ser mais úteis.

    A Ahrefs analisou 17 milhões de citações em sete plataformas de busca por IA e encontrou conteúdos citados 25,7% mais recentes do que aqueles presentes nos resultados orgânicos avaliados. O estudo também identificou uma preferência de 13,1% por materiais atualizados mais recentemente.

    Na Karen Mídia Digital, sigo uma prática que considero importante: revisar artigos, corrigir dados, atualizar ferramentas, acrescentar exemplos e verificar se as orientações ainda correspondem ao funcionamento atual do Google e das inteligências artificiais.

    Atualizar um conteúdo não é somente trocar a data. É melhorar a informação oferecida ao leitor.

    3. Autoridade

    Autoridade está relacionada à confiança construída por uma página, um site, um autor e uma marca ao longo do tempo.

    Quando assisti ao vídeo, anotei que aproximadamente 75% das citações de resumos de IA vinham de páginas posicionadas entre os dez primeiros resultados do Google. Esse número correspondia ao estudo da Ahrefs disponível naquele momento.

    No entanto, a Ahrefs publicou uma atualização em março de 2026. Após analisar 863 mil páginas de resultados e quatro milhões de URLs citadas, encontrou 37,9% das citações das Visões Gerais Criadas por IA entre os dez primeiros blocos da busca. Em julho de 2025, o estudo anterior apontava aproximadamente 76%.

    Essa mudança não demonstra que o SEO perdeu importância. Pelo contrário, ela mostra que a IA passou a buscar fontes em um conjunto mais amplo de consultas relacionadas.

    Algumas páginas citadas podem aparecer nas buscas secundárias criadas pelo query fan-out, mesmo quando não estão no Top 10 da pergunta original.

    SEO tradicional e SEO com IA são concorrentes?

    Não. Eles trabalham juntos.

    O Google afirma que as práticas fundamentais de SEO continuam válidas para seus recursos de IA. A página precisa estar indexada, apta a aparecer na busca e oferecer conteúdo útil, confiável e criado para pessoas.

    O Google também recomenda permitir o rastreamento, utilizar links internos, oferecer boa experiência de página e manter informações comerciais atualizadas.

    Depois de analisar essas fontes, compreendo essa fusão da seguinte maneira:

    1. SEO cria a base: rastreamento, indexação, conteúdo, palavras-chave, links internos e autoridade.
    2. AEO organiza respostas: perguntas objetivas, explicações diretas, listas e seções independentes.
    3. GEO amplia a possibilidade de citação: contexto, entidades, presença de marca, fontes e cobertura temática.
    4. Marketing distribui a mensagem: site, blog, YouTube, LinkedIn, Perfil da Empresa no Google e outros canais.
    5. A mídia digital fortalece a consistência: a empresa passa a ser encontrada e reconhecida em diferentes ambientes.

    Como uma pequena empresa pode se preparar?

    Na minha visão, uma pequena empresa não precisa produzir centenas de páginas sem planejamento. O melhor caminho é construir uma estrutura de conteúdos relacionados às dúvidas reais dos clientes.

    Eu recomendo começar com estas ações:

    • Defina os principais serviços e temas da empresa.
    • Pesquise palavras-chave e perguntas completas.
    • Identifique os melhores subtópicos de cada tema.
    • Produza um artigo para cada pergunta importante.
    • Use listas, comparativos, avaliações e passo a passo quando forem úteis.
    • Responda à pergunta principal logo no início de cada seção.
    • Atualize os conteúdos periodicamente.
    • Conecte os artigos por meio de links internos.
    • Mantenha o site e o Perfil da Empresa no Google atualizados.
    • Acompanhe como concorrentes e fontes do setor aparecem nas respostas de IA.

    Meu objetivo não é escrever para enganar um algoritmo. É criar a melhor resposta possível e deixá-la clara para pessoas, buscadores e sistemas de Inteligência Artificial.

    Perguntas frequentes sobre busca por IA

    A busca por IA substitui o Google?

    Não necessariamente. O próprio Google incorporou recursos de IA à pesquisa. Além disso, diferentes ferramentas continuam usando índices, páginas da web e fontes externas para elaborar respostas.

    O comportamento do usuário está mudando, mas a busca tradicional e a busca por IA ainda coexistem.

    O SEO morreu com a chegada da Inteligência Artificial?

    Não. O SEO continua sendo a base técnica e editorial que permite o rastreamento, a indexação e a compreensão do conteúdo.

    O SEO com IA acrescenta novas preocupações, como citações, cobertura temática, estrutura das respostas e presença da marca.

    Preciso abandonar as palavras-chave e escrever apenas prompts?

    Não. Palavras-chave continuam importantes para compreender assuntos e intenções. Entretanto, também é necessário pesquisar perguntas completas, modificadores, comparações e prompts usados pelo público.

    Listas e perguntas aumentam as chances de citação?

    Elas não garantem uma citação. Contudo, listas estruturadas, perguntas claras e respostas diretas facilitam a leitura, a compreensão e a extração de informações.

    Por isso, são formatos recomendados dentro de uma estratégia de conteúdo bem construída.

    Minha empresa pode aparecer nas respostas de IA mesmo sendo pequena?

    Sim. Uma pequena empresa pode construir relevância em temas específicos, sobretudo em seu nicho e em sua região.

    Conteúdo útil, informações consistentes, avaliações reais e presença local bem organizada ajudam a fortalecer sua autoridade digital.

    Conclusão

    Depois de estudar o funcionamento da busca por IA, compreendo que ela atua de maneira mais ampla do que uma pesquisa baseada apenas em palavras-chave. Ela interpreta a intenção do usuário, pode desdobrar a pergunta em diversas consultas, busca fontes relacionadas e sintetiza as informações em uma resposta.

    Por isso, empresas que desejam ser encontradas precisam pensar além de uma única página ou expressão. É necessário desenvolver temas, responder perguntas, manter informações atualizadas e construir autoridade em diferentes canais.

    SEO com IA é a união entre a estrutura que ajuda uma página a ser encontrada e a clareza que ajuda seu conteúdo a ser compreendido, selecionado e citado.

    No próximo artigo da série, vou abordar a análise de lacunas da marca: como descobrir onde sua empresa deveria aparecer e comparar essa expectativa com sua presença real no Google, nas respostas de IA e na web.

    Artigos relacionados sugeridos

    • O que é SEO e por que ele continua importante?
    • AEO não substitui o SEO: entenda a diferença.
    • Como produzir conteúdo que o Google e as inteligências artificiais utilizam como referência?
    • Por que o posicionamento de marca agora é uma variável de busca da IA?

    Referências

    SEO do artigo

    Palavra-chave principal: como funciona a busca por IA

    Palavras-chave secundárias: SEO com IA, busca por Inteligência Artificial, query fan-out, AEO, GEO, posicionamento digital, Marketing Digital, conteúdo para IA, como ser citado pela IA

    Publicado em 3 de agosto de 2026.

    Michelle Karen
    Fundadora da Karen Mídia Digital

  • Quem é MEI pode criar um Perfil da Empresa no Google?

    Quem é MEI pode criar um Perfil da Empresa no Google?

    A resposta é sim.

    Se você é Microempreendedor Individual (MEI), pode criar gratuitamente um Perfil da Empresa no Google (antigo Google Meu Negócio) e utilizar essa ferramenta para aumentar sua presença digital, fortalecer sua marca e conquistar novos clientes.

    Entretanto, muitas pessoas acreditam que apenas empresas maiores podem aparecer no Google ou no Google Maps. Essa informação não é verdadeira.

    O Google busca oferecer aos usuários os resultados mais úteis para cada pesquisa. Portanto, empresas de todos os portes podem conquistar visibilidade, desde que mantenham informações completas, atualizadas e relevantes.

    Além disso, quando o Perfil da Empresa no Google é combinado com estratégias de SEO, Marketing Digital e produção de conteúdo, as chances de aparecer nas pesquisas aumentam significativamente.

    Na Karen Mídia Digital, observamos que muitos pequenos empreendedores conseguem excelentes resultados investindo primeiro na organização da sua presença online, antes mesmo de investir em anúncios.

    O que é o MEI?

    O Microempreendedor Individual (MEI) foi criado para facilitar a formalização de pequenos negócios.

    Com ele, o empreendedor pode possuir um CNPJ, emitir notas fiscais, acessar benefícios previdenciários e trabalhar de forma regularizada.

    No entanto, possuir um MEI não altera o funcionamento do Perfil da Empresa no Google.

    Segundo o Google Search Central, o objetivo da Pesquisa Google é apresentar informações úteis, confiáveis e relevantes para cada usuário. Portanto, o tamanho da empresa não é um fator de ranqueamento. O que realmente importa é a qualidade das informações disponibilizadas.

    O MEI precisa ter CNPJ para criar o Perfil da Empresa no Google?

    Essa é uma das dúvidas mais pesquisadas pelos empreendedores.

    Embora o MEI possua obrigatoriamente um CNPJ, o Google não exige que todas as empresas tenham CNPJ para criar um Perfil da Empresa.

    Em diversos segmentos, profissionais autônomos e prestadores de serviço também podem realizar o cadastro, desde que atendam às diretrizes do Google para empresas locais.

    Inclusive, o próprio Google Business Profile informa que o requisito principal não é o CNPJ, mas sim a existência de um negócio real que atenda clientes presencialmente, em uma área de atendimento ou em um endereço comercial.

    Portanto, ser MEI não é uma limitação. Pelo contrário, trata-se de uma excelente oportunidade para começar a construir sua presença digital.

    O que o Google realmente analisa?

    Muitas pessoas acreditam que basta criar o cadastro para aparecer nas primeiras posições.

    Na prática, isso não acontece.

    O Google analisa diversos sinais para entender se aquele negócio merece aparecer nas pesquisas.

    Entre eles estão:

    • categoria correta da empresa;
    • descrição completa dos serviços;
    • telefone atualizado;
    • site oficial;
    • horário de funcionamento;
    • fotos reais;
    • produtos e serviços cadastrados;
    • avaliações dos clientes;
    • frequência de atualização do perfil.

    Segundo a Semrush, empresas que mantêm informações consistentes em todos os seus canais digitais fortalecem sua autoridade e aumentam suas possibilidades de aparecer tanto na pesquisa tradicional quanto nas respostas produzidas por Inteligências Artificiais.

    Além disso, essa consistência melhora o entendimento da marca pelos mecanismos de busca.

    O MEI pode aparecer no Google Maps?

    Sim.

    Depois que o perfil é criado e verificado, o negócio pode aparecer tanto na Pesquisa Google quanto no Google Maps.

    Entretanto, essa visibilidade depende de diversos fatores.

    Entre eles:

    • proximidade do usuário;
    • relevância da empresa para aquela pesquisa;
    • qualidade das avaliações;
    • autoridade digital;
    • atualização constante do Perfil da Empresa no Google.

    Quanto mais completo e ativo for o perfil, maiores tendem a ser as oportunidades de conquistar novos clientes.

    Além disso, um perfil atualizado transmite mais confiança para os usuários.

    A presença digital faz diferença?

    Faz toda a diferença.

    Hoje, o Marketing Digital deixou de ser apenas uma forma de divulgação.

    Ele também influencia diretamente a maneira como o Google e as Inteligências Artificiais compreendem uma empresa.

    De acordo com Neil Patel, empresas que produzem conteúdo relevante, investem em SEO e constroem autoridade digital tendem a obter resultados mais consistentes no longo prazo.

    Da mesma forma, a Ahrefs demonstra, por meio do Brand Radar AI Responses, que marcas com informações consistentes em diferentes plataformas possuem maior probabilidade de serem reconhecidas e citadas pelos sistemas de Inteligência Artificial.

    Essa ferramenta monitora quais empresas aparecem nas respostas geradas por diferentes IAs, permitindo identificar quais marcas estão ganhando visibilidade e quais sinais de autoridade contribuem para esse reconhecimento.

    Em outras palavras, não basta apenas existir na internet.

    É preciso comunicar de forma clara quem é sua empresa, quais serviços oferece e por que ela merece confiança.

    O site continua sendo importante?

    Sim.

    O Perfil da Empresa no Google ajuda as pessoas a encontrarem sua empresa.

    Por outro lado, o site é o lugar onde o Google encontra informações mais completas sobre sua experiência, seus serviços e sua autoridade.

    Segundo o Google Search Central, conteúdos úteis, criados para pessoas e que demonstram experiência, especialização, autoridade e confiabilidade possuem maiores chances de gerar bons resultados ao longo do tempo.

    Por isso, investir simultaneamente em SEO, Marketing Digital, blog e Perfil da Empresa no Google cria uma estratégia muito mais sólida de presença digital.

    Perguntas frequentes sobre MEI e Perfil da Empresa no Google

    Quem é MEI pode criar um Perfil da Empresa no Google?

    Sim. O Microempreendedor Individual pode criar gratuitamente um Perfil da Empresa no Google, desde que o negócio seja real e esteja de acordo com as diretrizes da plataforma.

    O MEI precisa informar o CNPJ durante o cadastro?

    Nem sempre. O Google não exige o CNPJ em todos os processos de criação ou verificação do perfil. Entretanto, poderá solicitar documentos ou outras evidências para confirmar que o negócio realmente existe.

    O MEI pode aparecer no Google Maps?

    Sim. Depois de criar e verificar o perfil, o MEI poderá aparecer na Pesquisa Google e no Google Maps. A posição dependerá de fatores como relevância, distância, avaliações, categoria escolhida e qualidade das informações.

    O MEI precisa ter uma loja física?

    Não necessariamente. Prestadores de serviços que atendem na casa do cliente ou em diferentes locais podem cadastrar uma área de atendimento e ocultar o endereço residencial.

    Posso usar o endereço da minha casa no Perfil da Empresa no Google?

    Sim, desde que o negócio atenda clientes nesse endereço e cumpra as diretrizes do Google. Caso você trabalhe em casa, mas não receba clientes no local, o mais adequado é ocultar o endereço e informar apenas a área de atendimento.

    O MEI precisa ter um site para criar o perfil?

    Não. Ter um site não é obrigatório para criar um Perfil da Empresa no Google. Contudo, um site bem estruturado fortalece a presença digital, apresenta os serviços com mais detalhes e contribui para as estratégias de SEO e Marketing Digital.

    Criar um Perfil da Empresa no Google é gratuito?

    Sim. A criação e a administração do perfil são gratuitas. O empreendedor só paga caso decida investir em serviços adicionais, como anúncios, criação de site ou assessoria de mídia digital.

    O CNPJ ajuda o MEI a aparecer melhor no Google?

    O Google não informa que ter CNPJ melhora diretamente o posicionamento. A visibilidade local depende principalmente de relevância, distância e destaque. Além disso, avaliações, informações completas, site, conteúdo e consistência digital também podem fortalecer o negócio.

    Posso colocar o nome fantasia do MEI no perfil?

    Sim, desde que seja o nome utilizado publicamente pelo negócio em materiais, site, fachada, redes sociais e contato com os clientes. Não é recomendado acrescentar palavras-chave, cidades ou serviços apenas para tentar melhorar o posicionamento.

    O MEI pode criar mais de um Perfil da Empresa no Google?

    Depende. Cada perfil precisa representar um negócio real e elegível. Não se deve criar vários perfis para a mesma empresa apenas para tentar aparecer em diferentes cidades ou regiões.

    Quanto tempo demora para o perfil aparecer no Google?

    O tempo pode variar conforme o método de verificação e a análise realizada pelo Google. Mesmo depois da aprovação, as informações podem levar algum tempo para aparecer completamente na Pesquisa e no Google Maps.

    O que o MEI deve fazer depois da verificação?

    Depois da verificação, é importante completar o perfil, cadastrar os serviços, adicionar fotos reais, atualizar os horários, solicitar avaliações e publicar novidades. Essas ações, combinadas com SEO, marketing e uma estratégia de Marketing Digital, ajudam a construir autoridade.

    A Karen Mídia Digital pode ajudar nessa configuração?

    A Karen Mídia Digital trabalha com presença online, SEO, conteúdo, mídia digital e configuração estratégica do Perfil da Empresa no Google. O objetivo não é apenas criar o cadastro, mas integrar o perfil ao site e aos demais canais de marketing da empresa.

    Conclusão

    Ser MEI não impede sua empresa de aparecer no Google.

    Na verdade, o Perfil da Empresa no Google representa uma das melhores oportunidades para pequenos empreendedores ampliarem sua visibilidade sem depender exclusivamente de anúncios.

    Quando essa ferramenta é utilizada juntamente com um site bem estruturado, produção de conteúdo, SEO, Marketing Digital e uma estratégia consistente de presença digital, os resultados tendem a crescer de forma contínua.

    Na Karen Mídia Digital, acreditamos que empresas pequenas podem conquistar grandes resultados quando constroem autoridade, oferecem conteúdo de qualidade e mantêm informações consistentes em toda a internet.

    Artigos relacionados

    • Precisa ter CNPJ para criar um Perfil da Empresa no Google (Google Meu Negócio)?
    • Google Meu Negócio é gratuito?
    • Como faço para o meu negócio aparecer no Google?
    • Como fazer meu nome aparecer na busca do Google?
    • Quais são as vantagens do Google Meu Negócio?
    • Como produzir conteúdo que o Google e as Inteligências Artificiais utilizam como referência?

    Referências

    Google Search Central. Creating helpful, reliable, people-first content.

    Google Business Profile. Diretrizes para representar sua empresa no Google.

    Semrush. Brand Positioning Is an AI Search Variable.

    Ahrefs. Brand Radar AI Responses e estudos sobre autoridade e posicionamento de marca em mecanismos de busca.

    Neil Patel. Estratégias de SEO, Marketing Digital, autoridade de domínio e posicionamento orgânico.

    Adam Clarke. SEO 2026. Guia completo de otimização para mecanismos de busca.

    Michelle Karen, 01 de agosto de 2026